Até que os carros acelerem nos primeiros treinos da pré-temporada, que serão realizados em Jerez, na Espanha, de 1º a 4 de fevereiro, a Fórmula 1 2015 permanecerá cercada de dúvidas e mistérios. Enquanto equipes como Ferrari, Williams, McLaren e RBR prometem dar trabalho à soberana Mercedes, concorrentes como Lotus e Force India apostam que a atual campeã estará ainda mais competitiva. No entanto, Niki Lauda, presidente não-executivo das Flechas de Prata, prefere não abusar da confiança e acredita que o novo campeonato será mais equilibrado.

– Todos estão sentindo a pressão do trabalho, mas estamos em uma boa posição. E nós tentamos crescer ainda mais, assim como todas as outras equipes. Mas as conclusões sobre a disputa só poderão ser tomadas após as três primeiras corridas. A Renault (fornecedora de motores de RBR e STR) vai melhorar, e Adrian Newey (projetista da RBR) sabe como construir um bom carro. A RBR se aproximará de nós, mas até que ponto? Da Ferrari não se sabe muito. A McLaren-Honda enfrentará muitos desafios no primeiro ano – analisou o tricampeão mundial, em entrevista à revista alemã “Speedweek”.

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No ano passado, a Mercedes aproveitou a transição de motores da Fórmula 1, dos V8 para os V6 turbo, para se sobressair em relação às adversárias. Ao mesmo tempo, a RBR, que vinha de um período de domínio coroado com quatro títulos consecutivos, não teve a mesma sorte com o problemático motor Renault e acabou sendo ofuscada pela escuderia alemã. Mas, apesar de sua equipe ter se dado bem com as novas regras da categoria, Lauda já pensa em mudanças que deveriam ser adotadas para 2017, quando o regulamento da competição passará por mais uma reformulação.

– Atualmente, a tecnologia permite que qualquer jovem piloto da Fórmula 3 ou da GP2 consiga ser tão rápido quanto os veteranos de imediato, sem que se submeta a riscos. No passado, os garotos sabiam exatamente o que era a pressão de pilotar a 300 km/h. Hoje você pilota um Fórmula 1 quase como um carro de rua. No futuro, quero um carro de 1200 cv, com pneus largos e aerodinâmica que permita fazer uma curva em alta velocidade. A Fórmula 1 precisa se tornar mais complicada de novo! É um risco que temos que correr – afirmou o ex-piloto austríaco de 65 anos.

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No ano passado, a Mercedes dominou a temporada com a dupla formada por Lewis Hamilton e Nico Rosberg. As Flechas de Prata somaram 701 pontos, quantia bem superior aos 405 da vice-campeã RBR. Dono do título do Mundial de Pilotos, Hamilton ainda não se posicionou em relação à renovação de contrato com a escuderia alemã – o atual vínculo termina este ano. A imprensa estrangeira estima que o britânico passará a receber £ 25 milhões por ano (aproximadamente R$ 98 milhões), a partir de 2016, em um acordo válido até 2018, tornando-se o piloto mais bem pago da F-1.

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