Contratado pela Williams no final de 2013, Felipe Massa superou a desconfiança na Fórmula 1 com uma temporada bastante competitiva na nova equipe. Ao longo de 2014, o brasileiro somou 134 pontos e foi três vezes ao pódio, superando os desempenhos das últimas temporadas de Ferrari – foram 118 pontos em 2011, 122 pontos em 2012 e 112 pontos em 2013.

A competitividade de Massa surpreendeu até mesmo os dirigentes da Williams. Segundo Pat Symonds, diretor técnico da escuderia britânica, a performance do brasileiro superou inclusive as expectativas internas dos dirigentes.

“Todos sabíamos que Felipe era rápido. Não faz tanto tempo que ele quase foi campeão”, disse Symonds ao site da revista Autosport, em referência ao vice-campeonato do brasileiro em 2008. “Eu não o conhecia bem antes que ele chegasse aqui (Williams), mas ele é um grande cara e um grande companheiro de equipe. Na verdade, ele é mais rápido do que eu esperava.”

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Segundo Symonds, a saída da Ferrari após oito temporadas fez bem ao brasileiro, que respira novos ares na nova equipe.

“Acho que este é um bom exemplo de gente que flui ao ser colocada em um novo ambiente. Ele está no lugar perfeito agora, e acho que a equipe também. Demos a ele a liberdade que ele precisava; como retorno, ele nos deu credibilidade, velocidade e pontos”, avaliou o diretor.

Com o sétimo lugar da temporada, Massa terminou atrás de Fernando Alonso (sexto, com 134 pontos), mas à frente de rivais como Jenson Button (126 pontos) e Kimi Raikkonen (55 pontos). Para Pat Symonds, o desempenho do brasileiro poderia ter sido ainda melhor caso ele tivesse conseguido escapar de alguns acidentes.

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“Na Austrália, o que ele poderia fazer com Kobayashi vindo por trás dele? Há coisas que você não consegue evitar”, lembra o dirigente, referindo-se à batida provocada pelo japonês da Caterham na largada da corrida em Melbourne.

“Em Silverstone, acho que suas reações o salvaram de um acidente bem pior quando ele atingiu Raikkonen. Qualquer um teria sofrido aquele acidente”, completou, citando a pancada do finlandês no brasileiro durante o GP da Inglaterra.

Por fim, o próprio Symonds admitiu que a falta de sorte tirou alguns bons resultados da equipe. “Fico frustrado quando olho para trás e conto todos os pontos que deveríamos ter somado”, resumiu.

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