Após duas temporadas como titular e maior reboteiro do Flamengo nas competições, Olivinha vive uma situação diferente no atual time do técnico José Neto. Com a chegada do argentino campeão olímpico Walter Herrmann, o ala-pivô perdeu sua vaga e passou a iniciar as partidas no banco de reservas, se tornando uma espécie de sexto homem do treinador. Entretanto, o novo cenário parece não afetar o seu jeito extrovertido e brincalhão. Com um tom de voz tranquilo, ele deixa claro nas palavras que seu pensamento no coletivo é bem maior do que a vontade individual.

– Ser titular ou reserva, eu não ligo muito pra isso. Nos dois últimos anos, fui titular absoluto, mas com a chegada do Herrmann fui para a reserva. Fiquei de sexto homem e acabo que jogo quase o mesmo tempo do que ele. Alguns acham que fiquei meio abatido, chegaram até a me dizer isso, mas não tem nada a ver. Faço o meu trabalho da melhor maneira possível. Isso não importa para mim – afirmou o camisa 16.

Leia também:  Em competição em Cuiabá, estudantes de Rondonópolis se classificam para Jogos Brasileiros

A tranquilidade vem do tempo de casa. Computadas suas duas passagens pela Gávea, são 10 anos de serviços prestados. Nas últimas duas rodadas pelo NBB, o “lixeiro” começou no quinteto inicial em ambas e ajudou a defesa com 15 rebotes (7,5 por jogo). As exibições diante de Paulistano e Liga Sorocabana foram duas das melhores do clube na competição (exceção feita ao primeiro tempo contra os atuais vice-campeões) e ajudaram a elevar o moral não só do xodó da torcida, mas como de todo o elenco.

– Fico muito feliz de estar ajudando o Flamengo. Nos últimos dois jogos, quando entrei de titular, a equipe mostrou evolução na parte defensiva, que coincidiu com a minha entrada. Deu uma encaixada na defesa. Tento fazer o que o (José) Neto pede, que é pegar rebote. Procurei escutá-lo e me saí bem, pegando 10 contra a Liga Sorocabana – relatou.

Leia também:  União tem estreia contra o Dom Bosco confirmada

Na última semana, o terceiro colocado no NBB realizou três jogos em cinco dias no quente verão do Rio de Janeiro. O desgaste físico dos atletas aumenta a rotatividade e abre caminho para que Olivinha volte a ser o mesmo de outrora. De acordo com ele, a preparação física foi feita em função da primeira fase da Liga das Américas, que começa nesta semana.

– Tivemos uma pré-temporada diferente de todas as outras anteriores (Copa Intercontinental e excursão aos EUA), mas nossa equipe está muito bem preparada fisicamente. O Diego Falcão é um dos principais preparadores físicos do Brasil, sabe dosar nos treinamentos, sabe como fazer isso tudo. Sempre bateu na tecla de que a nossa equipe tinha que estar pronta para o Mundial e para a primeira fase da Liga das Américas. Ele soltou o time nas duas últimas semanas para chegarmos muito bem agora. Vamos atrás do bi – concluiu.

Leia também:  Atleta da Seleção brasileira de Hóquei é assassinado com tiro na nuca em SP

Nesta semana, o Flamengo dá uma pausa na competição nacional e vira a chave para a disputa da “Libertadores do basquete”, torneio em que defende o título. Nesta segunda-feira, a delegação embarcou para Cancún, no México, onde estreia na próxima sexta contra os uruguaios do Malvín. No dia seguinte, o confronto será com o Leones de Quilpue (CHI). O Rubro-Negro encerra sua participação na primeira fase, no domingo, quando enfrenta os anfitriões do Pioneros de Quintana Roo (MEX). Os dois primeiros colocados avançam.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.