Antigo companheiro de equipe e treinador de Mauricio Shogun na Chute Boxe, em Curitiba, Rafael Cordeiro mudou de ares há alguns anos e foi para os EUA, mais precisamente Los Angeles, onde abriu a academia King’s MMA, hoje considerada uma das maiores e melhores do mundo. Bem-sucedido e referência no MMA mundial, Cordeiro treina alguns dos principais nomes do esporte. A parceria com Shogun, no entanto, pode ser reeditada, pelo menos no que depender do treinador. Em entrevista ao blog “Sexto Round”, Cordeiro revelou ter vontade de voltar a treinar Shogun.

– Eu gostaria muito que o Shogun voltasse a treinar comigo. Por gostar demais desse guri, gostaria muito que ele voltasse a treinar comigo. Não posso dizer que vou ser o salvador da lavoura, mas conheço bem o jeito que o Shogun luta, tenho um carinho muito grande por ele… Ele gosta de estar no Brasil, de estar perto da família. Tem essa necessidade de estar junto à mãe, à esposa, aos amigos e, às vezes, eu não posso visualizar um “camp” no Brasil por todos os compromissos que tenho aqui na minha academia. Mas, com certeza, espero um dia voltar a treinar o Shogun e ajudá-lo a voltar para as cabeças, que é o lugar que ele merece. É um guri novo, de 32, 33 anos. Idade não é um problema ali, eu vejo pelo fato do Werdum ter 37 anos e estar hoje no melhor momento da carreira dele. Um Vitor Belfort, de 38 anos, também está no melhor momento da carreira dele. Então, eu vejo com bons olhos a idade e há tempo suficiente para se treinar. Tempo suficiente para deixá-lo na ponta dos cascos. O dia que esse garoto quiser, ele seria recebido aqui em casa como um pai recebe um filho, sem problema nenhuma. Esse é o recado que eu queria deixar pra ele…

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Para Rafael Cordeiro, Mauricio Shogun – que tem quatro derrotas em suas últimas cinco lutas pelo UFC – é um dos lutadores mais respeitados do mundo pelo seu poder de fogo. Com a autoridade de quem iniciou o lutador nas artes marciais, o treinador diz que as lutas do seu pupilo chegam a fazê-lo passar mal pela ansiedade.

– O Shogun tem um poder de fogo muito forte. Esse guri tem o muay thai e o jiu-jítsu muito bons e se fez um Shogun respeitado no mundo todo. Teve esse momento na carreira de derrotas, que qualquer atleta que luta nesse nível pode ter, mas todo mundo respeita o Shogun. Eu, mais que formador dele – treinei o Shogun da faixa-branca à faixa-preta -, sou torcedor do Shogun. Falo até pra minha esposa que, quando assisto ele lutar, eu fico aqui na televisão suando. É aquele atleta que quando eu vejo lutando eu fico passando mal de não estar, de repente, ali, junto, acompanhando. Eu vejo pela televisão e penso “caramba, esse é aquele guri que eu vi crescendo dentro da academia”. O Shogun sempre foi um motivo muito grande de orgulho pra mim. Sempre me respeitou muito no tempo em que trabalhamos juntos. Sempre foi um casca-grossa de primeira. E esse casca-grossa vai voltar, só está precisando de um empurrãozinho pra voltar às cabeças. E voltar pra ficar.

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Perguntado sobre o que estaria faltando para Shogun voltar ao patamar de melhor do mundo nos meio-pesados, Cordeiro cravou: motivação.

– É difícil dizer, pois não o estou acompanhando no dia a dia, mas posso dizer o que está faltando: uma motivada no bichão. Dar uma injeção de ânimo no Shogun, só isso que tá faltando por que o Shogun tá pronto. O Shogun tem o mais importante, que é coração. O moleque não tem medo de ninguém. Se você botar o Shogun com qualquer um ele vai lá e luta, não tem essa. Ele nunca vai andar pra trás, vai andar pra frente contra qualquer um. Esse é o Shogun que foi preparado pra chegar onde chegou. Só falta uma motivação a mais, ver aquele sorriso de “estou bem” no octógono.

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