Profissionais do Departamento de Ações Programáticas da Secretaria de Saúde de Rondonópolis realizam um mutirão de atendimento no domingo (25) junto ao Oratório Filhos de Dom Bosco, no Parque Universitário. A ação do Programa Municipal de Hanseníase acontece no período das 7 às 17 horas e visa detectar casos da doença na comunidade e encaminhar para tratamento médico. O enfermeiro Lourenço Ribeiro da Cruz Neto alerta que ‘o diagnóstico precoce é ponto fundamental para a cura mais rápida’.

Lourenço Neto conta que a hanseníase tem sido considerada um problema de saúde pública em Rondonópolis, há alguns anos, devido ao número significativo de casos diagnosticados da doença. Por isso, a hanseníase tem recebido atenção especial do serviço de saúde pública. O técnico revela que em 2014 foi diagnosticado o total de 135 casos. Parte dos pacientes já conseguiu se curar a receber alta médica.

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O enfermeiro orienta a população para ficar atenta aos sintomas da hanseníase. Ele explica que a doença se manifesta por áreas ou manchas dormentes ou com alterações de sensibilidade. Os moradores com estes sintomas devem comparecer ao mutirão de exames ou em qualquer unidade de saúde mais próxima de casa. O tratamento para os casos identificados é oferecido de graça pela Secretaria de Saúde do Município.

Ação Mundial

Lourenço Neto conta que o último domingo do mês de janeiro foi instituído Dia Mundial de Combate à Hanseníase e inúmeras nações se voltam para a problemática da doença, principalmente nesta data que foi definida pela Organização Mundial de Saúde, a pedido do jornalista francês Raul Follereau. Ele explica que ‘a hanseníase é uma doença infectocontagiosa de evolução lenta e uma das moléstias com tempo de incubação mais longo. Dentre os sinais de manifestação estão lesões na pele e nos nervos periféricos superficiais, principalmente nos olhos, nas mãos e nos pés.

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O comprometimento dos nervos periféricos é a característica principal da doença. Por isso, pode provocar incapacidade física e quando deixa de ser tratada corretamente pode ser evoluída para deformidades. Nesse caso, o paciente sofre com o comprometimento da capacidade produtiva, limitação da vida social e problemas psicológicos. O enfermeiro reforça que o diagnóstico precoce é o melhor caminho para se chegar à cura mais rápida e sem complicações.

“Quando a pessoa doente inicia o tratamento quimioterápico deixa de ser transmissora da hanseníase, pois as primeiras doses da medicação matam os bacilos. O que a torna incapaz de infectar outras pessoas”, esclarece Lourenço Neto.

O tratamento da hanseníase em Rondonópolis é oferecido nas Unidades Básicas de Saúde e no Centro de Referência da Hanseníase do Serviço de Atendimento Especializado – SAE que funciona no prédio da esquina da Rua Pedro Guimarães com a Avenida Frei Servácio, no Bairro Santa Cruz.

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