Donos de redes de postos de combustíveis em Sinop e Lucas do Rio Verde estão prevendo que pode levar uma semana para ser normalizado fornecimento de óleo diesel, gasolina e álcool a partir do momento que acabar o bloqueio nas rodovias federais de Mato Grosso. A situação atual é critica. Falta combustível na maioria das cidades. O “comboio” com 10 carretas que saíram das filas entre Lucas e Sinop, com apoio da Polícia Rodoviária Federal, seguiram para alguns municípios mas as cargas devem durar poucas horas nos postos.

Líderes dos bloqueios não haviam sido notificados, esta manhã, da decisão da justiça federal para ser liberada passagem de carretas e caminhões carregados. O bloqueio continua em sete trechos das BR-163, de Rondonópolis, passando por Cuiabá até Sinop. Donos de postos na região Norte estimam que uma parte considerável da frota esteja no trajeto entre Rondonópolis e Nova Mutum.

A preocupação do donos de postos aumenta porque há muitas carretas e caminhões, vazios, nas filas sentido Cuiabá, que estavam indo até as distribuidoras para carregar e retornar para o Nortão. O empresário Vilson Kirst, dono de postos e revendedora no atacado em Lucas do Rio Verde, explicou que desde ontem não tem gasolina e etanol. “Tenho um pouco de diesel só nos postos. Gasolina e etanol acabaram.

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No TRR, estamos há dois dias sem diesel para atender fazendeiros”, informou, há pouco, ao Só Notícias/Agronotícias. “Nas filas para ir buscar combustível nas distribuidoras, estamos com 7 bitrem esperando passar para ir carregar em Porto Velho-RO- e em Alto Taquari onde combustível chega pelo trem”, informou. “Analisando a seguinte hipótese. Se as rodovias forem desbloqueadas amanhã, sexta-feira, só vamos ter normalização no abastecimento de combustível em uma semana porque temos que ir carregar e voltar e colocar combustível nas bombas para vender”, expôs.

Hoje, a maioria dos postos na maior cidade do Nortão continua fechada porque não tem produto para ser vendido. O dono de uma rede de postos em Sinop, Guarantã do Norte e Terra Nova informou, esta manhã, que todas unidades estão fechadas porque não tem combustível para vender. “Em um dia só (na terça) vendemos estoque que era para 4 dias de vendas. Hoje estou com todos postos fechados, a equipe sem trabalhar, esperando chegar as carretas”, disse o empresário, ao Só Notícias. “Estou tendo prejuízo considerável, assim como empresários do setor”, explicou.

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Há grande preocupação de produtores rurais da região Norte porque algumas fazendas estão sem óleo diesel para colheitadeiras realizarem a colheita da soja (na região falta colher cerca de 65% da safra). Algumas empresas também estão com estoques baixos de determinados produtos, como ração para animais. Sindicatos rurais em Lucas, Sorriso, Sinop e demais cidades estão pressionando os líderes do manifesto para definirem estratégias e as cargas com combustível passarem porque estão tendo prejuízos com falta de diesel para colher a soja. O clima está ajudando mas falta combustível. Cerca de 65% da safra ainda não foram colhidos na região.

Os caminhoneiros cobrando redução no preço do diesel e que empresas do agronegócio paguem preço melhor pelo frete. A presidente Dilma deixou claro, ontem, que não vai baixar o preço do combustível. O governo aceitou o pedido a prorrogação dos empréstimos do Programa Pró-Caminhoneiro por um ano e que em 6 meses o diesel não subirá. Em alguns Estados haverá redução de pedágio para caminhoneiros e carreteiros. Mas a cobrança principal do movimento em Mato Grosso é reduzir o preço do diesel e o preço dos fretes pagos por várias tradings atingir o patar mínimo estabelecido pela Secretaria de Fazenda.

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Em Mato Grosso, lideranças do setor e deputados estão conversando com tradings. Caminhoneiros reclamam que algumas estão pagando valor abaixo do estipulado para escoamento de grãos.

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