Em contato com revendedores de combustíveis da região Norte de Mato Grosso, o Sindipetróleo (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis de Mato Grosso), identificou atrasos pontuais na entrega de produtos nas duas primeiras semanas de bloqueios na BR-163. O abastecimento vinha sendo restabelecido com lentidão, não chegando a faltar todos os produtos (óleo diesel, gasolina C e etanol hidratado) ao mesmo tempo.

Contudo, com a intensificação dos manifestos e mais bloqueios totais em Diamantino e em Sinop, a situação se agrava. Também já faltam produtos nas bases de distribuição localizadas em Cuiabá.

Bases sediadas em Sinop confirmam a falta principalmente de óleo diesel e de etanol anidro para mistura na gasolina. Proprietários de postos em Alta Floresta, por exemplo, temem que o estoque de óleo diesel dure até a noite de amanhã. A empresária, de Alta Floresta, relata que possui caminhões estacionados no pátio de uma grande distribuidora, em Sinop. “Meu caminhão carrega 35 mil litros. Fui buscar etanol, gasolina e diesel, mas só havia gasolina. Meu caminhão está aguardando, mas não há previsão para o carregamento”.

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Vilson Kirst é revendedor de combustíveis e proprietário de uma Transportadora-Revendedora-Retalhista (TRR), que comercializa produtos para as lavouras. Ele estava racionando os estoques da TRR para conseguir atender todos os pedidos. “No posto tenho estoque para mais dois dias. Na TRR, já era para ter acabado, mas ai invés de entregar a quantidade desejada pelos meus clientes, oferecia um volume menor para conseguir atender a todos. Desta forma, eu me preparei. Mas no posto já é difícil fazer racionamento”, disse o empresário.

A BR-163 é a principal rota de transporte de combustíveis, sendo que pela rodovia são transportados aproximadamente 80% dos produtos comercializados nos postos de Mato Grosso. Qualquer bloqueio gera atraso nas entregas.  Além disso, o óleo diesel é o principal combustível utilizado por produtores rurais para abastecer caminhões e máquinas agrícolas. Ainda que as paralisações encerrem em dois dias, o mercado precisará de um tempo para retornar à normalidade. Os caminhões demoram até três dias para sair de São Paulo e chegar ao estado e já existem muitos veículos numa fila de espera para carregamento.

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