Os caminhoneiros de Rondonópolis podem aderir a paralisação na próxima semana. Caso os trabalhadores cruzem os braços, Rondonópolis se torna a 5ª cidade do estado em manifesto. Os trabalhadores reivindicam o preço abusivo do litro do óleo diesel e principalmente os baixos preços do frete.

As paralisações iniciaram em Tangará da Serra na MT-358 e em Campo Novo do Parecis na BR-364. Ontem (18) os bloqueios começaram na BR-163 em Lucas do Rio Verde no Km 686 (perímetro urbano) e em Nova Mutum no Km 593.

Além do Estado, que é o maior produtor de grãos e gado do Brasil, há paralisações de transportadores e caminhoneiros em Vilhena (Rondônia) e no Capitão Leônidas Marques (Paraná).

De acordo com o presidente da Associação dos Transportadores de Cargas do MT (ATC), Miguel Mendes, a categoria aguarda uma vaga na agenda do governador Pedro Taques (PDT) para realizarem uma reunião amanhã (20). “Dependendo do que for apresentado pelo governador existe a possibilidade dos caminhoneiros aderirem ao movimento” explica Mendes.

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De acordo com o presidente, já existem transportadoras da cidade que pararam de enviar caminhões para carregar. Ainda conforme Miguel, o alto preço do diesel está prejudicando muito os caminhoneiros. “Para se ter uma ideia, existem trabalhadores que gastam mais de 50% do que ganham com o diesel. Se ganham R$1000 gastam em torno de mais de R$500 com o óleo” acrescenta.

Outro ponto levantado pelo presidente é em relação ao preço do frete. “O preço do frete não reagiu este ano o que está deixando muitos transportadores preocupados. O preço está 25% menor que o mesmo período do ano passado” diz Mendes.

Durante a 2ª quinzena de março a tendência é que o preço do frete caia ainda mais. “Já existem notícias de vários trabalhadores devolvendo caminhões para os bancos ou vendendo, por não conseguirem se manter. Isso é triste, pois reflete no comércio e economia do estado que é considerado o maior produtor de grãos do país” conclui Miguel.

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Representantes da categoria devem se reunir com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) para discutir a possibilidade de aumentarem os prazos de financiamento de até 12 meses de parcelas dos veículos em forma de ajudar os caminhoneiros que estão com atrasos ou querem adquirir um caminhão.

REIVINDICAÇÕES

Entre os itens de reivindicações, segundo a categoria estão a redução do preço atual do litro do óleo diesel e da gasolina, além da “proibição por parte do Governo de Mato Grosso da comercialização de frete por parte das Tradings e Agenciadores de Cargas com valores abaixo da Lista de Preços Mínimos de Fretes, instituída pela Sefaz/MT através da Portaria nº 244/2014, sob pena dos mesmos perderem os seus incentivos fiscais junto ao Estado e terem suas respectivas inscrições estaduais suspensas.

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Ainda a redução da alíquota de ICMS incidente sobre os preços do óleo diesel de 17% para 12%; Sanção Presidencial sem vetos do Projeto de Lei nº 4246/2012 que Regulamenta a Profissão de Motoristas Profissional e disciplina sua jornada de trabalho”.

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