Colocado em prática no início do ano passado, o último grande pacote de novidades da Fórmula 1 provocou inúmeras polêmicas relacionadas aos bicos longos e finos dos carros e ao barulho reduzido dos motores V6 turbo. Mas a cúpula da principal categoria do automobilismo mundial já pensa em novas mudanças, que devem ser adotadas a partir de 2017. Nesta quinta-feira, dirigentes e chefes de equipes se reúnem com o chefão Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais, e o presidente da FIA, Jean Todt, em Paris. Na pauta, a adoção de motores com mais de 1.000 cv de potência e de pneus mais eficientes, além da adição de mais pressão aerodinâmica nos veículos.

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As propostas foram elaboradas pelos dirigentes nas últimas semanas e serão colocadas em discussão para determinar os novos rumos da Fórmula 1. Algumas das mudanças podem ser adotadas já na próxima temporada, mas figuras como Ron Dennis, chefe da McLaren, defendem que as alterações mais radicais sejam aplicadas somente em 2017, como forma de permitir um bom tempo de adaptação das equipes e reduzir custos de operação.

– Se nós vamos mudar a Fórmula 1, devemos mudá-la de forma dramática. Portanto, devemos mudá-la radicalmente em 2017, e então essa mudança será mais acessível. Se nós mudarmos a F-1 em 2016, as implicações de custos serão enormes, porque estamos tentando economizar dinheiro – afirmou o chefe de Fernando Alonso e Jenson Button.

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Outro ponto que deve ser crucial na reunião de Paris é a quantidade de equipes no grid, que foi reduzida de 11 em 2014 para nove (já confirmadas) este ano. Os dirigentes apoiam a ideia de monopostos mais potentes, mas acreditam que a mudança deve ser feita de forma a não intimidar a entrada de novos competidores na categoria nem prejudicar o orçamento das escuderias já participantes.

– Eu gosto da ideia de motores de 1.000 cv, gosto da ideia de carros espetaculares. Mas também gosto de ter muitos carros no grid, e acho que essa deve ser a nossa principal preocupação neste momento. Para que tenhamos um negócio rentável e que atraia os espectadores – analisou Paty Symonds, diretor técnico da Williams, equipe do brasileiro Felipe Massa.

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O destino da Marussia, que tenta voltar ao grid e deve necessitar de uma permissão especial para utilizar o carro de 2014 nesta temporada, e o imbróglio envolvendo a realização do GP da Alemanha também serão discutidos. Uma comissão da Fórmula 1 deve aprovar as mudanças no próximo dia 18, e as novidades precisam ser ratificadas antes do prazo final de 1º de março, com o apoio da maioria das equipes.

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