Quatro dos dez desaparecidos - Foto: Montagem / AGORA mt
Quatro dos dez desaparecidos – Foto: Montagem / AGORA MT

Nos últimos sete anos, já chegam a dez o número de pessoas desaparecidas sem nenhuma solução no caso na cidade de Rondonópolis e região. Os dados foram repassados pela Delegacia Regional, dirigida pelo delegado Henrique de Freitas Meneguelo.

O 1º caso aconteceu no distrito de Garça Branca, em Pedra Preta, quando em dezembro de 2008 uma família inteira desapareceu e até hoje o caso continua sem pistas. Genivaldo Bispo dos Santos, na época com 24 anos, Verônica Guimarães Bezerra, 20, e a pequena Raíssa Bispo dos Santos, com um ano e nove meses, teriam sido vistos pela última vez no dia 31. Foi encontrado sangue na casa da família, que após exames foi constatado ser da criança e de uma 4º pessoa que não foi identificada.

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Nenhum indício de que a família pudesse estar envolvida com algo ilícito foi descoberto e familiares continuam em busca de respostas.

Em janeiro de 2009 foi a vez de mais três pessoas serem dadas como desaparecidas, desta vez em Rondonópolis. O auxiliar agrícola Valdir Carlos Silva dos Reis, 29 anos na época, o mecânico Hamilton Bender, 26, e o pedreiro Joglas Jarel Armini Franco, 28, são suspeitos de estarem envolvidos em crimes praticados na região. Entre eles, roubo de defensivos agrícolas, roubo de gado para consumo e comercialização e assaltos a propriedades rurais.

Um acerto de conta entre os três foi cogitado como razão do sumiço, mas nenhum corpo ou vestígio foi localizado, apenas o carro de Valdir foi encontrado queimado e sem as placas de identificação.

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Em outubro de 2013, mais três vítimas foram dadas como desaparecidas pelos familiares. Desta vez os jovens, Luís Henrique Borges dos Santos, 19 anos, Kaic Oliveira Fascini, 20 anos e Wilson Alves Gonçalves, 23 anos. Eles estavam juntos na noite do desaparecimento e teriam ido até a cidade de Primavera do Leste buscar 50 pacotes de um inseticida roubado para vender em Rondonópolis, segundo Thiago da Conceição, primo de Kaic.

O último contato telefônico de Kaic com o primo foi da cidade de Poxoréu, onde ele disse estar sendo parado em uma barreira policial. O caso sem solução foi remetido a Polícia Civil de Poxoréu, onde foi dada a  notícia pela última vez. Dez dias depois do desaparecimento, Kaic que já tinha vasta ficha criminal seria preso na Operação “Ad Sumus” da Gaeco, que tinha como objetivo prender pessoas envolvidas com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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O último caso que ainda continua sem solução ocorreu a pouco mais de um mês. O empresário Jaime Vanso, 45 anos, está desaparecido desde o dia 8 de janeiro, quando supostamente teria ido até a cidade de Jaciara negociar uma dívida. A caminhonete em que ele estava, juntamente com os documentos, foi encontrada abandonada em uma estrada vicinal em Pedra Preta.

O sigilo telefônico foi quebrado, mas nenhuma informação que levasse a paradeiro do empresário foi encontrada.

Os casos continuam em andamento.

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