Caso não aja outras prisões preventivas, por crimes que ainda não foram julgados, o ex-chefe do crime organizado e ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, o “Comendador” (título que Arcanjo recebeu da Câmara Municipal de Cuiabá), hoje com 66 anos e preso há mais de 12 anos em Regime Diferenciado em presídios de segurança máxima, cumpre condenação unificada de 56 anos de reclusão em regime fechado, pode ser colocado em liberdade.

Arcanjo foi apontado pelas investigações Polícia Federal (PF), como o “braço financeiro e armado”, além de líder de uma poderosa organização criminosa envolvendo políticos e empresários de Mato Grosso em fraudes bilionárias num período de quase 20 anos.

Os boatos sobre a suposta soltura da prisão de Arcanjo estão se espalhando rapidamente. Ninguém tem coragem de assumir, principalmente membros da Justiça, a possibilidade da suposta liberdade, mesmo que, juridicamente Arcanjo já tenha cumprido mais de 1/6 da pena regime fechado. Portando, o “Comendador” pode ganhar direito à liberdade condicional, passando a cumprir o restante da pena em regime semiaberto.
Alguns advogados e um promotor de Justiça consultados pela reportagem do Portal de Notícias 24 Horas News falaram alguma coisa sobre a suposta liberdade de Arcanjo, mas todos, em unanimidade não quiseram se identificar.

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Antes de ser colocado em liberdade, no entanto, segundo ainda a reportagem apurou, Arcanjo que está preso fora do Estado, será trazido para uma cela de segurança máxima do Raio-5 da Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá, o que também pode acontecer a qualquer momento.

Arcanjo foi preso em 2003 em Montevideo, no Uruguaio depois de fugir de Cuiabá durante a “Operação Arca de Noé”, uma referência aos animais relacionados ao jogo do bicho, uma prática centenária no Brasil, que mesmo não legalizada e era praticado abertamente em Mato Grosso.

Arcanjo foi acusado de vários crimes, entre eles fraudes contra o Sistema Financeiro e, principalmente como mandante da morte do empresário Sávio Brandão.de Lima Júnior, dono do Jornal Folha Estado em 30 de setembro de 2002.

Em 17 de dezembro e 2003, o então juiz Julier Sebastião da Silva, Justiça Federal em Mato Grosso condenou o ex-policial civil João Arcanjo Ribeiro a 37 anos de prisão por formação de organização criminosa, crime contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro.

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O ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro que já havia sido condenado a 37 anos de prisão em outros crimes contra o Sistema Financeiro também foi condenado a 19 anos de prisão em regime fechado pelo Tribunal do Júri, na Comarca de Cuiabá por ser o mandante da morte do empresário Domingos Sávio Brandão, dono de um jornal na capital. O julgamento durou mais de 10 horas. Arcanjo era o único dos cinco indiciados pelo Ministério Público Estadual (MPE) por envolvimento no crime que ainda não tinha sido condenado. A defesa

O CRIME – O empresário Sávio Brandão foi executado às 15h15 do dia 30 de setembro de 2002 que dois homens em uma moto se aproximaram de Brandão, que estava acompanhado de um amigo em frente à obra da futura sede do jornal Folha do Estado, na Rua Tereza Lobo, no Bairro Consil, em Cuiabá. Um deles, na garupa, sacou uma pistola e disparou os tiros à queima roupa.
A polícia aponta que a execução do empresário ocorreu devido reportagens veiculadas no jornal de Sávio sobre negócios fraudulentos, irregularidades e jogatina ilegal que envolvia o então bicheiro João Arcanjo Ribeiro.

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A LIBERDADE – A suposta liberdade de Arcanjo veio à tona, justamente através de um assustado empresário e de um incrédulo político que antes da prisão do bicheiro mantinham ligações muito estreitas com ele, tratado respeitosamente na época como “Comendador”, título que depois da prisão do bicheiro virou piada.

OBSTÁCULO – “Como não existe o regime semiaberto em Mato Grosso, provavelmente ele estaria em prisão domiciliar”, afirmou o promotor de Justiça Célio Wilson Oliveira, um dos responsáveis pela prisão do Comendador. Entretanto, ele recorda que os vários crimes pelos quais Arcanjo responde seriam um obstáculo à progressão. Atualmente, as prisões preventivas são o que mantém Arcanjo atrás das grades.

A reportagem tentou conversar na manhã desta quarta-feira, 11, com o advogado Zaid Arbid que defende a causa de João Arcanjo Ribeiro desde o início das acusações até a prisão do bicheiro, mas ele não foi localizado.

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