Felipe Massa e Felipe Nasr, os dois pilotos brasileiros na F-1, não aceleraram seus carros no primeiro dia de treinos no Circuito de Jerez de la Frontera, na Espanha, neste domingo. Mas seus companheiros de equipe, sim. O finlandês Valtteri Bottas gostou muito da nova Williams FW37-Mercedes e o sueco Marcus Ericsson, da nova Sauber C34-Ferrari. De fato, os dois modelos tiveram um promissor primeiro dia de atividades nas pistas.

– O carro é melhor que o do ano passado, sem dúvida. Senti o FW37 mais estável nas curvas, sua aerodinâmica é melhor, te passa mais confiança. Consegui fazer “long runs” (séries seguidas de voltas sem parar nos boxes) muito bons, consistentes – explicou Bottas, de 25 anos, e com seis pódios na temporada passada.

Permanecer boa parte da manhã parado nos boxes não agradou o companheiro de Massa.

– Tivemos de fazer vários ajustes. Depois chegamos até a começar a mexer no acerto do carro (visando melhorar o desempenho, sem mais se preocupar apenas com a confiabilidade).

Um dos pontos a serem evoluídos na nova Williams era a melhor utilização dos pneus Pirelli, concebidos para se degradarem rapidamente. O modelo do ano passado perdia para a concorrência nesse quesito.

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– Gostei do nosso trabalho nesse sentido, dei 15 voltas seguidas, com os pneus duros e o comportamento do carro foi muito regular.

O finlandês sabe que a Williams tem de melhorar bastante, este ano, para terminar o Mundial de Construtores em terceiro lugar, como em 2014, na frente de Ferrari e McLaren.

– Queremos não apenas isso, mas avançar mais, porém esse próximo salto é o mais difícil.

No total, Bottas completou 73 voltas, com 1min23s906 na melhor, quinta do dia, que teve sete pilotos na pista. A Lotus trabalha para terminar a montagem de seu E23-Mercedes e a Force India nem vai aparecer em Jerez, provavelmente por não ter dinheiro.

– O tempo não foi a nossa preocupação. Eu só usei os pneus duros. Não sei a condição dos demais. O que posso afirmar é que a Williams deu um passo para a frente com o novo carro – afirmou Bottas.

Agora é a vez de Massa recorrer aos seus 210 GPs de experiência para pilotar o FW37-Mercedes e ajudar a escuderia a torná-lo mais veloz e equilibrado, a fim de aproximar seu desempenho do da Mercedes, algo desafiador depois do que Nico Rosberg demonstrou, neste domingo, com o modelo W06 Hybrid. O alemão simulou até corrida, deixando a concorrência preocupada.

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Em 2014, no primeiro dia de testes em Jerez, na estreia da tecnologia das unidades motrizes híbridas, a Williams trabalhou com Bottas. Ele deu apenas sete voltas, com 1min30s082 na mais rápida, terceiro do dia.

Pelos lados da Sauber, as notícias também foram boas neste domingo. Ericsson não escondeu o otimismo depois de completar 52 voltas com o C34-Ferrari em Jerez. Mais que isso.

– Pilotei um carro bem melhor que o do ano passado, testado por mim em Abu Dabi. E estamos apenas no primeiro dia de trabalho. Suas freadas são muito mais equilibradas, bem como as reações, em geral.

Depois explicou que seu desejo era dizer que a Sauber parte este ano de uma boa base e que dependerá de uma série de fatores a sua evolução. Não mencionou, mas a financeira é a principal. A Sauber tem hoje talvez o menor orçamento da F1, estimado em 80 milhões de euros.

Nasr acompanhou o trabalho de sua nova escuderia com muito interesse.

– Participei de todas as reuniões com o Marcus e o que ele me passou é que gostou do C34, o sentiu melhor em muitos parâmetros, se comparado ao modelo de 2014 e não a sua Caterham.
O sueco disputou o campeonato pela organização malaia que fechou as portas por falta de recursos.

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– Tivemos um problema na hora do almoço que foi a quebra de um componente da carenagem do conjunto traseiro, substituída depois. Isso levou um certo tempo. Mas foi só isso, todos os demais sistemas do C34 funcionaram muito bem, o que já é um bom sinal – contou Nasr.

O tempo de Ericsson não é representativo demais, de acordo com o brasiliense. O piloto registrou 1min22s77, segundo melhor do dia.

– Nós saímos para um long run com pneus macios. É melhor avisar para esse resultado não animar demais a torcida. Mas não deixa de ser promissor termos permanecido na pista bom tempo e sempre com constância.

Em 2014, no primeiro dia em Jerez, o mexicano Esteban Gutierrez pilotou o Sauber C33-Ferrari. Não deu mais de sete voltas, com 1min42s257, sem significado, pois o mais veloz foi Kimi Raikkonen, com Ferrari F14T, 1min27s104. Nasr será o piloto da Sauber nesta segunda-feira e na terça-feira. Ericsson reassume o carro na quarta-feira.

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