O deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT) defende que os pequenos e médios empresários possam ter mais acesso à informação sobre o emergente mercado de seguros que rapidamente se desenvolve, mas que ainda precisa romper a “barreira informacional”.

Conforme Bezerra, o mercado pode trazer muitos benefícios aos negócios do segmento, a custos bastante razoáveis em relação à cobertura que pode oferecer.

Um seguro básico para uma pequena ou média empresa do setor comercial pode ficar, em média, entre 2 mil e 5 mil reais por ano . Para a área de serviços, fica entre 1,5 mil e 3 mil reais, a depender do tamanho da empresa e do segmento onde atua. Para a indústria, uma cobertura de ativos de 10 milhões, custa em torno de 7 mil reais.

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O deputado acredita que, um maior conhecimento das alternativas de seguro para esse segmento empresarial certamente trará boas oportunidades para os empresários reduzirem seu risco de negócio, obtendo proteção contra eventos que possam desestruturar ou até mesmo destruir sua empresa.

A “barreira informacional”, conforme Bezerra, hoje limita o acesso da grande maioria das pequenas empresas a essas alternativas. “A profissionalização cada vez maior do segmento empresarial de menor porte recomenda a utilização de ferramentas mais desenvolvidas. Ganha o mercado, ganham as empresas, ganha o País”, afirmou.

Bezerra citou que o mercado de pequenas e médias empresas, cresceu 22% nos últimos cinco anos, e representa 44% do total do mercado de seguros, “mas ainda há muito espaço para crescer”. Esse segmento é responsável por 20% do PIB, gera 15 milhões de postos de trabalho, 77% do emprego formal e 40% da massa de salários.

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Recentes estudos feitos por seguradoras e pelo Sebrae constatou-se que somente 30% das pequenas e médias empresas tinham seguro empresarial, pois pequenos e médios empresários consideram que esse tipo de seguro é caro ou desnecessário.

As pequenas e médias empresas representam 99,1% das 5,1 milhões de companhias no País. A grande maioria delas não tem nenhuma proteção contra riscos que o mercado de seguros poderia cobrir. “Isso é um problema de eficiência informacional”, observa Bezerra.

O seguro é de extrema importância para o mercado das pequenas e médias empresas, porque garante a continuidade do negócio em caso de sinistros. Nesse sentido, por falta de conhecimento, muitos empresários encaram o seguro como uma despesa adicional, quando, na verdade, se trata de um investimento.

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Dados do Sebrae apontam que, em 2010, 22% das pequenas e médias empresas com até dois anos de vida encerraram as atividades, número que poderia ser bem menor caso as empresas tivessem seguro que as protegesse de riscos empresariais e sinistros inesperados.

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