Veículos parados na rua Fernando Correa da Costa - Foto: Varlei Cordova / AGORA MT
Semáforos na rua Fernando Correa da Costa, região central de Rondonópolis- Foto: Varlei Cordova / AGORA MT

A falta de sincronização entre os semáforos tem sido ponto de reclamação dos motoristas que enfrentam diariamente o trânsito de Rondonópolis. A ausência de sincronia ou a não implantação da ‘onda verde’, que funciona quando os semáforos abrem em sequência, faz com que os trajetos nas vias sejam lentos, o que causa impaciência nos motoristas, o bloqueio dos cruzamentos e aumentam os riscos de acidente.

Para o taxista, Neuri de Souza Silva Júnior, 36 anos, basicamente todas as ruas do centro não contam com sincronização. Para ele, as ruas Dom Pedro II, Otávio Pitaluga e Fernando Correa da Costa, são as vias que mais enfrentam trânsito lento.

 “Eu já fiquei mais de 20 minutos parado nos horários de picos e perdi cliente porque demorei a chegar no endereço. Nesses horários, praticamente, não tem como andar, é difícil passar mais de um semáforo com o sinal verde” relatou.

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De acordo com o policial militar, Sílvio Marino Rodrigues, 54 anos, o trânsito nem sempre é sincronizado e por consequência, ocasiona um trânsito lento.

Sequência dos semáforos na rua Dom Pedro II - Foto: Varlei Cordova / AGORA MT
Sequência dos semáforos na rua Dom Pedro II – Foto: Varlei Cordova / AGORA MT

“O trânsito não flui, você passa um sinal verde, o próximo já está vermelho. Já cheguei a ficar parado por 15 minutos por conta de congestionamento. Isso gera gastos com combustível e também causa impaciência em motoristas sem contar que pode causar acidentes”, alertou o policial.

Segundo informações do secretário municipal de Transportes e Trânsito, Argemiro Ferreira, em Rondonópolis existem 61 semáforos espalhados pela cidade, porém são equipamentos antigos e a sincronização é feita de forma manual. “Esses equipamentos foram instituídos a mais de quatro anos, nós temos dificuldade de material de reposição. Hoje, o sincronismo é feito por uma placa CPU que comanda outra placa através de fios,” relatou.

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Durante a entrevista concedida ao site Agora MT, o secretário explicou que a única solução seria modernizar o equipamento, mas que ainda não há previsão. “Rondonópolis precisa de 82 semáforos hoje, com os aparelhos de última geração, totalmente comandado em tempo real, o projeto feito e elaborado ficou em R$ 4, 2 milhões. O município não tem condições de arcar,” explicou.

Secretário mostra uma lampada utilizada nos semáforos - Foto: Varlei Cordova / AGORA MT
Secretário mostra uma lampada utilizada nos semáforos – Foto: Varlei Cordova / AGORA MT

De acordo com o secretário, foi feito um compartilhamento do projeto e chegou-se à conclusão que 45 semáforos são fundamentais para a mobilidade em Rondonópolis, localizados no quadrilátero principal da cidade e o projeto ficou avaliado em R$ 1, 2 milhões. Mediante a isso, a Setrat ainda deve realizar a licitação no fim deste mês para decidir qual empresa ficará responsável por este trabalho.

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Questionado quanto ao dinheiro arrecadado com as multas advindos do Rotativo Rondon, pátio Rondon e fiscalização eletrônica, o secretário explicou que enfrenta a demora no pagamento das mesmas por parte dos condutores e parte do dinheiro arrecadado, são destinado ao Fundo Municipal de Trânsito (FMT).  “Assim que os recursos começarem a entrar no Fundo Municipal de Trânsito, eu me comprometo que quando houver saldo faremos o investimento necessário aos semáforos. ” finalizou.

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