O presidente norte-americano, Barack Obama, pediu ontem (11) apoio do Congresso dos Estados Unidos no combate ao grupo Estado Islâmico, em uma declaração que não estabelece limites geográficos, nem abrange operações terrestres, e que deverá servir de base legal à ofensiva em curso.

A aprovação, pelas duas câmaras legislativas, do texto proposto por Obama – equivalente a uma declaração de guerra ao grupo extremista presente no Norte do Iraque e da Síria -, dará base legal e legitimidade política ao presidente.

Até agora, a operação contra o Estado Islâmico tem como base legal apenas uma “autorização para o uso de força militar”, datada de 2001. Intensas negociações, nas últimas semanas, com membros do Congresso, conduziram à introdução de algumas limitações ao destacamento de tropas para combater os jihadistas.

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O texto não autoriza o uso das Forças Armadas dos Estados Unidos em operações ofensivas de combate terrestre duradouras, o que não exclui manobras desse tipo pelas forças especiais, mas deixa de fora uma invasão por terra ou uma missão de imposição de paz.

O texto determina que a autorização termine três anos após a data de promulgação da resolução, período durante o qual o governo deve prestar contas ao Congresso, a cada seis meses.

Os Estados Unidos lideram desde setembro uma coligação internacional de combate aos jihadistas do Estado Islâmico, no Iraque e na Síria.

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