Caminhadas e corridas são as primeiras atividades que vem à cabeça daqueles que querem iniciar uma atividade física regular, o que a torna a mais praticada no mundo.

Essa escolha tem uma explicação bastante simples: é uma atividade natural para um objeto que foi criado para ser instável – o corpo humano, o que torna o ato motor fácil de ser executado.

Bem, então para aqueles que passam dos 30 anos e devem sair do sedentarismo, ou mesmo para aqueles de espírito competitivo que querem participar das provas disseminadas pelos fins de semana das grandes metrópoles, é só comprar um bom par de tênis que o uniforme já está garantido pela organizadora do evento. Certo? Mais ou menos!

Claro que a avaliação médica já foi providenciada e a liberação conseguida, aumentando a segurança do seu coração para uma atividade que exige mais esforço. Garantir o suprimento aeróbio de energia não é o que basta para uma prática regular de corrida.

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Observar a postura e a distribuição da massa muscular é fundamental, principalmente naqueles que ficaram anos sem se exercitar. A chamada “sarcopenia funcional” (hipotrofia muscular por falta de estímulo, de movimento) é a principal causa de dor advinda da falta de resistência muscular localizada. São os chamados “falsos magros”, que tem índice de massa corporal normal com predomínio de tecido adiposo no seu cálculo.

Manter uma “passada” coordenada exige um programa de desenvolvimento muscular complementar do corpo como um todo. Não é um movimento isolado das pernas. Faz parte de uma cadeia de movimento.

Embora não participe diretamente do ato da corrida, o tronco deve permanecer ereto para auxiliar o pescoço a manter o olhar no horizonte. As diversas articulações devem garantir a postura através do trabalho estabilizador dos músculos. Desenvolver a musculatura cervical, dorsal, lombar, a força e resistência dos músculos abdominais é fundamental para que essa tarefa se torne habitual.

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O mesmo podemos dizer dos membros superiores. Os diversos grupos musculares responsáveis pela estabilidade das articulações dos ombros, cotovelos, punhos e mãos devem garantir que, durante a corrida, movimentos aleatórios, parasitas, não levem a um custo energético maior do que aquele utilizado no deslocamento. Cotovelos flexionados e junto ao corpo torna-se a posição mais confortável a ser mantida.

Garantindo a postura ereta com o mínimo de trabalho muscular, músculos preparados para a tarefa, balanço dos braços marcando o ritmo da corrida, você pode agora pensar nas pernas.

A bacia estará naturalmente alinhada e posicionada à frente. O movimento pendular das pernas, a batida do calcanhar e o arranque com o ante pé serão facilmente automatizados e executados corretamente.

Se você imagina que tudo isso é bobagem, espere até que a fadiga muscular o leve ao médico por aquela dor nas costas que aumenta durante a corrida, ou no quadril, que atrapalha seu sono e seu trabalho. Ouvir aquela frase deliciosa: “vamos parar o treinamento e fazer fisioterapia” é sinônimo de “lá se vai a aquela maratona”.

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Se isso não o convence, observe os corredores de ponta. Todos são magros mas todos têm a musculatura bem desenvolvida, bem desenhada, para que as pernas sejam liberadas para a atividade principal. Note a posição dos braços e o ritmo que ele confere à corrida. Claro, sempre haverão exceções, mas observe que para todos existe uma regra que é observada.

Lembre-se também de garantir o uso da amplitude de movimentos para uma melhor saúde das articulações, pela distribuição da carga. Aulas de alongamento geral completam seu treinamento, mesmo que seja somente a corrida.

Lembre-se: começar treinamento no consultório médico não é perda de tempo e sim ganho de desempenho, saúde e auto conhecimento.

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