A ameaça de falta de combustível em Rondonópolis, recorrente aos bloqueios de rodovias realizados em todo o Mato Grosso, inclusive na cidade, onde o protesto já acumula cinco dias, pode afetar a frota de viaturas de serviços essenciais como da Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PJC) e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Contudo, os órgãos de segurança estão em alerta em relação a essa possível escassez de combustível.

De acordo com o delegado regional Henrique Meneguelo, a PJC possui uma ‘cota de emergência’ com o posto privado que faz o abastecimento das viaturas.

“Caso realmente falte combustível na cidade, nós ainda conseguiremos rodar por algum tempo”, disse o delegado.

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Os carros da PJC consomem cerca de 400 litros de combustíveis por mês.

No caso do SAMU, segundo explica o coordenador do órgão, Israel Paniago, até o momento o setor responsável pelo abastecimento ainda não alertou sobre a possível falta.

“Por uma questão de segurança as ambulâncias já são abastecidas diariamente. Mas estamos com o alerta ligado”, pontuou.

Já a Polícia Militar é a que pode mais ser prejudicada, uma vez que cada viatura roda em torno de 150 a 200 quilômetros por dia, devido as patrulhas.

Para o comandante do 4º Comando da PM, coronel Walter Silveira dos Santos, mesmo com a ameaça, o trabalho será mantido normal.

“Nosso intuito é garantir a ordem, não podemos parar as rondas, por isso, que ordenei para que todas as viaturas fossem ‘tanqueadas’ hoje”, pontuou Walter.

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O coronel ainda conta que nunca vivenciou algo desse tipo, de ter que parar os carros da PM por falta de combustível, mas se isso acontecer em Rondonópolis, um possível diálogo com os manifestantes pode ser articulado, já que a falta de rodagem das viaturas afeta a segurança de todos, inclusive dos caminhoneiros que estão parados à beira das estradas.

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