Denunciado por uso indevido de recursos da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) em dezembro do ano passado, o presidente da entidade, Jorge Lacerda, quebrou o silêncio nesta segunda-feira, em entrevista ao “SporTV News”. O presidente, que desde então havia se pronunciado apenas por nota, garantiu que não cometeu irregularidades e ainda acusou a contadora Kátia Mueller, autora da denúncia, de se apropriar indevidamente de documentos da CBT. Tranquilo, ele afirmou que vai tratar da questão com transparência e disse estar disposto a colaborar.

– Eu contabilizava. Se eu quisesse enganar não precisava contabilizar. Ela tinha acesso, pagava e contabilizava dentro do valor que tinha disponível e foi isso que aconteceu. Só que ela começou a tirar cópia e levar para casa e isso aí é totalmente ilegal. Não tem nada contra isso, isso eu apresentava em assembleia e sempre foi bem tranquilo – afirmou.

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Funcionária na época,  Kátia Mueller apresentou documentos ao Ministério Público alegando que o presidente pagava contas pessoais, como cartão de crédito e outras despesas, com recursos da entidade. Lacerda garantiu que as contas se encaixavam dentro de um valor de auxílio moradia a que tinha direito e que, na época, era de R$ 11 mil por mês, e afirmou que isso nunca foi segredo.

– Um auxílio-moradia que não era pago com verba pública, aprovado em 2005 em assembleia, então, não tinha nada de errado. O errado foi ter roubado documentos da CBT, ter levado para fora indevidamente e sem explicar – reforçou, criticando a ex-funcionária.

Envolvido com a realização do Aberto do Brasil, o primeiro grande evento do ano para o tênis no Brasil, que acontece em São Paulo, Lacerda não demonstra não ter se incomodado com a repercussão e afirmou ainda que não pretende entrar com uma ação contra a contadora.

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– Ela mesmo vai se perder até porque uma forma de apresentação, fez uma “grande denúncia”, entre aspas, que depois o próprio Ministério Público disse que não tem interesse do governo federal nesse quesito porque não tinha verba pública, que era a grande pegada ali. A grande pegada era ter verba pública envolvida para conseguir uma ação judicial cível para tentar me afastar, o que não se consegue democraticamente. Com isso não conseguiram e acho que é tranquilo e vamos tocar a vida – disse.

A representante da contadora, no entanto, informou que as denúncias de dezembro não constituíram uma nova investigação, mas se uniram a outra que corre em segredo de justiça desde 2011. Lacerda mantém o discurso da tranquilidade e diz que está disposto a esclarecer o que for necessário.

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– É um inquérito que está correndo e a gente está apresentando todas as documentações que são exigidas. Acho que essa transparência é importante. Quem tem que denunciar que denuncie, a gente vai lá e mostra o que está fazendo, tranquilamente, todas as contas aprovadas, bem tranquilo – repetiu.

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