Marley continua sendo um ícone da música mundial, cultuado e admirado em todo o mundo - Foto: Reprodução
Marley continua sendo um ícone da música mundial, cultuado e admirado em todo o mundo – Foto: Reprodução

“O legado continua”, o slogan com que a Jamaica celebra, hoje, os 70 anos de nascimento do maior ídolo popular da ilha, considerado herói nacional, Robert Nesta Marley, Bob Marley, que colocou o país no mapa da música popular nos anos 70, e foi um dos mais influentes músicos do século 20. AS principais atividades em Kingston acontecem no museu dedicado a Bob Marley, no estúdio Tuff Gong, onde o Rei do Reggae gravava. Na programação do museu está um simpósio que abordará os temas reggae e moda, e reggae e marijuana e economia. Amanhã, acontece o concerto anual Bob Marley, que congrega os maiores nomes do reggae na Jamaica, incluindo três dos muitos filhos de Marley, Stephen, Damian e Kymani, mais Tarrus Riley, Marcia Griffiths, I-Octane, Chronixx, Cocoa Tea, Freddie Mcgregor e Lauryn Hill, que será transmitido ao vivo (às 18h, horário da Jamaica), no link: music.digicelgroup.com.

Bob Marley, faleceu aos 36 anos, no dia 11 de maio de 1981, em Miami, em consequência de câncer detectado em 1977. Ao morrer ele se encontrava no auge da carreira, e começava a renovar o reggae, adicionando novos elementos à sua música, com o álbum Uprising, lançado em maio de 1980. Além do reggae, Marley foi o maior divulgador do rastafarianismo, uma religião que eleva o ex-imperador da Etiópia, Haile Selassié, como a encarnação terrena de Jah, (Javé ou Jeová). A religião tem preceitos nebulosos e discutíveis, mas a musicalidade de Bob Marley é inequívoca, a ponto e a BBC considerar One love (do álbum Kaya, 1976), como a Canção do Milênio, e a revista Time, o álbum Exodus, como Álbum do século. Este ano o primeiro álbum de Bob Marley, como integrante dos Wailin Wailers, gravado no Studio One, em Kingston, completa 50 anos.

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Filho do capitão Norval Marley, com a jamaicana Cedella, ele cresceu na área de Nine Miles com a família da mãe. Na segunda metade dos anos 50, Bob Marley foi morar em Kingston, em Trenchtown, favela nos arredores da cidade, onde conviveu com as gangues dos “rude boys”, e assmilou a música que se consumia na capital, calipso, mento, rhythm and blues, nas rádios americanas de Miami.

Se o calipso era comum à Jamaica e às ilhas próximas, o ska, uma adaptação do rhythm blues com ritmo acelerado, era uma criação exclusiva do país, e incentivou a produção de discos, e contagiou os jovens jamaicanos. Bob Marley com 16 anos conheceu o também adolescente Desmond Dekker, um dos primeiros de sua geração a fazer sucesso na Europa, com Israelites, em 1968. Dekker o apresentou a outro morador de Trenchtown chamado Jimmy Cliff. Com apenas 14 anos, Cliff havia gravara alguns discos bem sucedidos, e levou Bob Marley ao estúdio do produtor Leslie Kong, com quem ele começaria sua carreira na música, gravando Judge not, Terrore one more cup of coffee. Em 1963, na escola de música de Joe Higgs, outra lenda jamaicana, Bob Marley e o amigo de infância Bunny Wailer conheceram Peter Tosh. O resto é história.

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O jamaicano, filho de ingleses, Chris Blackwell, fundador da gravadora Island, fez reggae chegar aos EUA e Europa,em 1973, quando o álbm Catch a fire entrou em praticamente todas as listas de melhores do ano.
Carismático, e criador da música mais acessível do trio, os Wailers passariam a ser o grupo que acompanhava Bob Marley, e forçou as saídas de Bunny Wailer (que esteve no Recife no passado, e apresentou-se no Estelita) e Peter Tosh (assassinado em 1987, na Jamaica). Com o lançamento de Kaya (1976), com a longa turnê Babylon by bus (registrada num álbum duplo) Bob Marley passaria a ser o mais influente astro pop mundial surgido num país do terceiro mundo.

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