Aos 18 anos, Marcos Correa, também conhecido como “Marquinhos”, conquistou algumas das principais metas de um surfista típico. Além de campeonatos de base e júnior, ele teve a oportunidade de ir ao Havaí e surfar nas ondas mais famosas do mundo. Curiosamente, sua entrada para o “País do Surfe” foi por Ricardo dos Santos, o Ricardinho, que morreu em janeiro deste ano baleado com três tiros em Santa Catarina.

Ele lembrou que os dois se conheceram em um campeonato realizado no México, em 2014, e nos últimos dias de competição, Ricardinho disse que tinha um “presente” para o atleta, nascido em São Vicente, no litoral de São Paulo.

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– Foi tudo muito rápido, tivemos um contato mais sólido naquele campeonato. Mas o pouco tempo que tivemos juntos, foi o suficiente para que eu soubesse o quanto ele era uma pessoa fantástica. Ele me disse: “Marquinhos, tenho um presente. Vou te pagar a passagem para seu campeonato no Havaí”. Não acreditei. Foi incrível, graças à ele, fui ao Havaí, realizei um grande sonho. Mas ele sabia as dificuldades que os jovens surfistas passam quanto a custeios de torneios e a falta de patrocínios – disse Marquinhos.

E por falar em falta de patrocínio, o surfista projeta competir no sul-americano no Peru, o Pro Surf de 2015, que será realizado nos dias 26, 27 e 28 de fevereiro. Para isso, busca fazer uma campanha para conseguir verba para filiação, seguro e inscrição para o campeonato. Totalizando, os custos ficarão por volta de R$ 2.400.

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