Foto: reprodução
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Conforme dito na última publicação o assunto de hoje é Autoconhecimento. Vamos começar com a célebre máxima do filósofo grego Sócrates que viveu entre os anos de 470 a.C. à 399 a.C.

Trata-se de uma ordenança filosófica e provocativa, embora curta, aborda um assunto muito amplo, mas minha intenção aqui é despertar sua curiosidade sobre o tema.

O imperativo socrático está mais atualizado do que nunca! Conhecer a si mesmo é um exercício diário, não muito prazeroso às vezes, mas é inevitável na terapia. O autoconhecimento é um assunto inesgotável que formará toda a base para realizar mudanças produtivas na vida do cliente.

Mas o que é esse tal autoconhecimento? É exercício de conhecer o seu complexo e único “Eu” (self)! É saber descrever as consequências de suas atitudes, é estar consciente. Para Skinner (1945) estar consciente é reagir de forma verbal, discriminando seu próprio comportamento, em outras palavras estar consciente de si é saber descrever como serão suas reações (emoções e atitudes) diante da vida.

Embora as definições sejam objetivas e diretas, na prática não é bem assim. O vocabulário de uma pessoa vai depender da história de vida e da sua cultura. Em muitas situações o terapeuta terá que estimular seu cliente a descrever suas emoções e relacioná-las durante todo o processo terapêutico. É um trabalho bem complexo, exige conhecimento teórico e prática clínica para utilizar técnicas que facilitem o acesso a essas informações.

Assim, muitas técnicas podem ser utilizadas, tais como: escrever um texto sobre si; usar músicas e filmes com as quais a pessoa se identifica e relaciona-las; imagens e fotos; pinturas e muitos outros aspectos que possam auxiliar a “nomear” as emoções, e assim reconstruir um repertório correspondente. A partir dessa reconstrução haverá material para ser analisado durante as sessões.

Poderíamos, então, atribuir parte do sucesso de uma terapia, a correspondência entre o que o cliente diz e o que o cliente sente, pois é comum a pessoa chegar até o terapeuta sem saber descrever verbalmente o que está sentindo. Após um processo terapêutico, é possível conquistar um certo nível de autoconhecimento, o qual, apenas se inicia durante a terapia, e continua por toda a vida. Conhecer a si mesmo é como montar um enorme quebra-cabeça com pecinhas bem pequenas, no qual vai se acrescentando uma pecinha a cada dia. Algumas parecem estar escondidas, mas ao procurar bem, encontramos. Quando encontramos ficamos felizes.

*Skinner, B. F. (1945) A análise operacional dos termos psicológicos. Simpósio sobre operacionismo.

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