O acerto do UFC com a Reebok, que será com exclusividade a fornecedora de roupas e materiais da organização, vem provocando comentários dos lutadores. E Vitor Belfort não ficou de fora. O brasileiro deu a sua opinião sobre o assunto, nesta segunda-feira, em entrevista ao “MMA Hour”, e comparou a situação dos lutadores com a de tenistas, e citou diferenças para os jogadores de basquete da NBA.

– Eu não estou falando do Vitor como pessoa ou lutador. Como homem de negócios, é como eu vejo o futuro do nosso esporte. Eu não nos vejo como a NBA. Eu não sou pago pela Blackzilians, como seria pelo Miami Heat. O que quero dizer é que nosso esporte é mais comparável ao tênis. Os tenistas precisam ter seus patrocinadores porque são eles que pagam todas as viagens, todas as despesas. Não é todo mundo que pode ganhar um campeonato e fazer muito dinheiro, então, vários tenistas precisam de patrocínio para viajar pelo mundo. Eu sou pago pelo UFC quando luto, mas, mensalmente, os patrocinadores nos ajudam também. Às vezes temos lesões, às vezes não lutamos. Acredito que será bom para o futuro, mas, exatamente agora… Na NBA os caras recebem mensalmente. Se sofrerem lesões, se não puderem jogar, ainda assim estarão ganhando dinheiro. Eles ainda podem jogar com seus Nikes, ou sejá lá a marca que for.

Leia também:  Meninas do vôlei vencem a primeira em Cuiabá

O “Fenômeno” também comentou a respeito dos atletas que possuem contrato de exclusividade com a Reebok – casos de Jon Jones, Ronda Rousey, dentre outros. Ele defende que para ser justo, todos os atletas da companhia deveriam estar sob as mesmas condições.

– O esporte está caminhando para uma grande mudança. Tenho grandes contratos, que envolvem muito dinheiro. E terei que dizer a essas pessoas: “Ouçam, não posso mais ter vocês no cage porque tem aqueles caras que patrocinam o UFC, e só é permitido vestir a marca deles”. E eles vão pensar: “Ok, mas eles irão pagar a você o que pagamos?”. E eu digo: “Não, não tenho nada com eles”. E entramos em debate, se é bom, se não é. Entendo que as coisas precisam ser feitas hoje para o futuro. Como um homem de negócios, estava falando sobre uma coisa justa. É uma regra, todo mundo terá de segui-la – comentou Belfort, emendando.

Leia também:  Judoca brasileira vence adversária com 11 segundos e se torna a bicampeã mundial

– Alguém irá aparecer no meu uniforme, e não irá me pagar mensalmente? É justo? Tenho 19 anos de carreira. Eu não acho que isso seja justo, porque alguns lutadores tem o privilégio de ter um contrato com essa grande organização que vem para o meu esporte e eles recebem mensalmente. São grandes pessoas e está à frente de todo mundo. E eu digo que, para ser uma coisa justa, tem que estar destinado igualmente a cada um.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.