O Brasil tem apenas a sexta internet mais acessível entre os países emergentes e em desenvolvimento, aponta estudo divulgado nesta semana na Mobile World Congress (MWC), em Barcelona, pela Alliance for Affordable Internet. O grupo, formado por empresas como Google e Ericsson e organizações setoriais como a Web Foundation, se reúne e discute questões para tornar a sociedade mais conectada.

Os 51 países presentes no Índice de Acessibilidade foram analisados conforme dois níveis: um que mensura infraestrutura de rede, dimensão dos serviços prestados e políticas governamentais de incentivo à ampliação da estrutura; e outro que mede adoção de banda larga e incentivos públicos para tornar mais viável a contratação de pacotes de internet.

A nota final, responsável pela classificação dos países, é uma média dos dois subniveis, que variam de 0 a 100. Quanto maior o índice final, maiores níveis de penetração de internet e condições para torná-la mais acessível.

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Na sexta posição, o Brasil fica atrás de Costa Rica (1º), Colômbia (2º), Turquia (3º), Malásia (4º) e Peru (5º).
Grande poder econômico não significa boas posições no ranking. A China, maior potênica econômica mundial, ocupa apenas a 23ª colocação. O que importa é combinar os recursos disponíveis para dar acesso à rede a mais pessoas.

A líder Costa Rica tem uma moderna infraestrutura de rede, o que permite que 88% de sua população esteja online. Recentemente, o governo criou o Fundo Nacional das Telecomunicações (Funotel) para levar conexões a escolas, instituições de saúde e órgãos públicos. Também destina recursos para a instalação de fibra ótica e torres de celular na zona rural. O que pesou realmente, porém, foi a Estratégia Nacional de Banda Larga, que conseguiu reduzir os preços da banda larga móvel para cerca de 1% da renda mensal da população. Os pacotes caíram pela metade em 2014.

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Na ponta oposta, o Iêmen é o pais com a internet menos acessível, devido aos problemas políticos e de segurança nacional que enfrenta. A operação de novas operadoras de telefonia foi liberada, mas é o governo que lidera as iniciativas.

Segundo o estudo, quase 60% da população mundial está fora da internet, principalmente por falta de disponibilidade do serviço ou porque os serviços são oferecidos a preços impagáveis. A maior parte das pessoas desconectadas está em países em desenvolvimento, nos quais quase 70% dos domicílios ainda estão offline.

Diferentemente de estudos recentes, que mostram preços decrescentes para serviços de internet, nos 51 países analisados, o custo da banda larga fixa consome em média 40% da renda doméstica – há países em que a conta consome 5,5% dos ganhos pela família no fim do mês, mas há aqueles em que esse impacto pode chegar a 114,5%. Isso em um grupo de países onde a população, segundo o Banco Mundial, vive com menos de US$ 2 por dia.

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Considerando que a Organização das Nações Unidas (ONU) julga aceitável pagar até 5% da renda mensal por banda larga, todos os países listados estão em desacordo com os níveis de acessibilidade da comunidade internacional.

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