Exatos cinco meses após o dramático acidente sofrido por Jules Bianchi durante o GP do Japão, o estado de saúde do piloto permanece um mistério. Em novembro, o francês de 25 anos foi transferido do Centro Médico Geral de Mie, em Yokkaichi, para o Centro Hospital Universitário de Nice, na França. Desde então, atualizações sobre seu caso são cada vez mais raras.

Os pais do piloto, Philippe e Christine, fazem questão de que o tratamento do filho seja realizado longe da imprensa. De acordo com a mídia europeia, Bianchi permanece confinado no hospital, fora do coma e respirando sem a ajuda de aparelhos. No entanto, o estado neurológico segue inalterado desde o acidente e o francês continua inconsciente.

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O último comunicado emitido pela família data do dia 30 de dezembro do ano passado. Segundo o texto, a possibilidade de transferir Bianchi do Japão para a França foi crucial para o tratamento do piloto, que agora conta com o apoio de familiares e amigos próximos. Os pais de Jules reconhecem, no entanto, que o filho trava uma “dura batalha” para sobreviver.

Especialistas em traumas semelhantes ao ocorrido com Jules afirmam que, nesta fase da reabilitação, o objetivo principal é evitar a atrofia muscular e a degeneração do corpo do paciente, que permanece imóvel por um longo período. Um prognóstico mais detalhado, incluindo as reais chances de recuperação, poderia ser feito a partir do sexto mês do acidente.

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O acidente

No circuito de Suzuka, o francês da extinta Marussia (agora rebatizada de Manor) se chocou a mais de 200km/h em um guindaste que recolhia a Sauber do alemão Adrian Sutil, que havia rodado no mesmo local uma volta antes. Jules sofreu uma lesão axonal difusa, que é um trauma grave em decorrência do impacto do cérebro com as paredes do crânio de forma violenta devido a fortes acelerações e desacelerações.

Bianchi foi levado inconsciente ao centro médico do circuito e logo transferido de ambulância para o Hospital Geral de Mie, localizado a 17km de Suzuka. Lá, o piloto teve constatado um “traumatismo severo” na cabeça e foi operado às pressas. Jules só pôde ser transferido para a França mais de um mês após o acidente, quando os médicos concluíram que seu quadro permitia o complexo processo de deslocamento feito por meio de uma UTI móvel instalada em um avião.

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