Conor McGregor continua o mesmo. Após inflamar a torcida brasileira no lançamento da turnê mundial do UFC 189, na última sexta-feira, ele deu uma entrevista coletiva em Las Vegas, e manteve a postura altiva e super confiante para a luta contra José Aldo, dia 11 de julho, pelo cinturão dos pesos-penas. Para o irlandês, a sua vitória é certa por ele ser o melhor e mais forte lutador da categoria.

– Estou tão confiante que posso ficar parado e deixar que ele me acerte. Ele não tem poder de nocaute para me parar. Medo é uma palavra forte, mas eu vejo medo nele. Os seus olhos parecem de vidro. Cara a cara ele não falou absolutamente nada para mim, mesmo tendo a chance. Acho que posso finalizá-lo também, claro. Quem sabe o que vai acontecer? Mas eu conheço a minha força, e já mostrei isso. Quando eu bato, eles caem. Continue sem falar nada. Vai ficar tudo bem enquanto ele não mencionar meu nome em vão. Se você falar meu nome com respeito, levará uma derrota para a sua carreira. Se o mencionar desrespeitosamente, você não terá mais uma carreira.

Confira a íntegra da entrevista de Conor McGregor em Las Vegas:

Turnê mundial do UFC 189
“Tem sido uma jornada muito louca. Ontem chegamos a Vegas com câmeras nos focalizando, parecia um cenário de filme. Depois viemos para a cidade e uns 50 irlandeses nos seguiram cantando por todo o caminho. Isso é uma loucura, e quero agradecer pelo apoio que eles e todos os outros vêm me dando.”

Preferência por viajar ou ficar em casa?
“Eu gosto de estar na estrada, gosto de estar aqui. Não quero mudar isso. Eu estava conversando ontem sobre o vídeo em que José Aldo se despede da esposa e da filha, dizendo que vai sentir saudades. Eu me sinto melhor viajando, porque não tenho nada além disso. Acho que essa é uma diferença entre nós. Eu quero estar aqui, gosto de estar aqui. Hoje eu sou casado com a minha carreira. Eu tenho namorada e tenho a minha família, mas meu compromisso mesmo é com o minha carreira. Não esqueço jamais de onde vim e quem eu sou. As pessoas às vezes ficam mais acomodadas quando sentem o gosto do conforto e das coisas boas. eu, não. Eu quero seguir adiante. Quero mais e mais. Ainda não tenho a minha Ferrari, espero que consiga comprar uma após essa luta. Talvez eu compre quatro (risos).”

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A torcida brasileira
“Os brasileiro são o que são. São apaixonados pelo esporte, e eles queriam me pegar tanto quanto eu a eles. Eles me amam, pode ter certeza. Podem não admitir agora, mas vão admitir depois. Eu já fui a vários desses eventos com fãs, e esse não foi exatamente com o os que estamos acostumados. Eles queriam me ofender, e eu devolvi na mesma moeda. Recebi mais vaias do que ele recebeu aplausos. Mas não ligo para isso. Quero fazer o meu trabalho. Vou arrasar com ele,  mas aos poucos. Nunca dei um passo atrás em minhas lutas. Os pesos-penas não me machucam, eu não sinto os seus golpes. Por isso vou passar por cima de todos eles.”

Comparação entre irlandeses e brasileiros
“Os brasileiros e os irlandeses são igualmente intensos. Será uma batalha incrível dentro do MGM, pode ter certeza. As pessoas me perguntam como será quando os gritos de “Uh! Vai morrer!” e “There’s only one” forem entoados ao mesmo tempo, e eu respondo que os brasileiros não serão sequer ouvidos. Os irlandeses vão invadir a capital da luta, e cada um que descer do avião estará pronto para lutar, não só eu. A linda Las Vegas não vai ser a mesma depois desse evento. Na Irlanda os fãs vão atacá-lo como os brasileiros me atacaram. Os fãs querem ver seu compatriota vencer sempre. Os irlandeses serão intensos e elétricos, e vão me apoiar e me dar forças para conquistar, como eu sempre digo.”

Conor McGregor é um personagem?
“Não existe nenhum personagem. Eu sou assim, sempre fui. Amo esse esporte, e é ótimo estar no topo da montanha. Vejo muita gente se vestindo e falando como eu, e ao mesmo tempo, quando eles dão entrevistas sobre mim, dizem que eu sou um palhaço. Mas usam a fórmula, estão sempre usando a fórmula… Você só pode ser você mesmo, meu amigo. Eu não sou Chael Sonnen. Eu sou Conor McGregor. Não existe comparação entre nós dois.”

Análise de José Aldo
“Medo é uma palavra forte, mas eu vejo medo nele. Os seus olhos parecem de vidro. Os olhos não mentem. Quando você olha nos olhos de alguém, você vê se eles querem entrar no octógono comigo. Ele não quer. Eles realmente acham que eu estou brincando. Eles dizem que eu falo muito, e eu consigo um nocaute. Acham de novo, e eu nocauteio de novo. Acham mais uma vez, e eu nocauteio mais uma vez. Cara a cara ele não falou absolutamente nada para mim, mesmo tendo a chance. Agora estou aqui para enfrentá-lo, e ele mais uma vez acha que eu estou atuando. Mas eu estou pronto para lutar agora! Como estava no palco e nos bastidores. Mas tudo bem. Continue sem falar nada. Vai ficar tudo bem enquanto ele não mencionar meu nome em vão. Se você falar meu nome com respeito, levará uma derrota para a sua carreira. Se o mencionar desrespeitosamente, você não terá mais uma carreira.”

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O que o faz sentir-se o melhor de todos?
“O que me faz ser o melhor de todos é minha autoconfiança. Ninguém pode me parar. Nunca houve ninguém como eu. Não importa o que digam, ele jamais enfrentou alguém como eu. Seja em uma luta normal, seja disputando cinturões, eu sou uma experiência totalmente diferente de tudo. Estamos fazendo uma turnê mundial, pelo planeta todo. Quando você assina o contrato para me enfrentar, a pressão em volta de você é sufocante. Quando eles vêem que eu estou ali para arrancar as suas cabeças, eles desmontam. Cara a cara comigo, Aldo desmontou diante de sua torcida, na sua cidade. E ele desmontou mais rápido que meus adversários anteriores. Diego Brandão e Dustin Poirier fizeram cara de malvados na encarada e nas entrevistas, e desmontaram durante a luta. Não é nada pessoal contra eles, os dois são caras legais. Isso aqui é um negócio.”

O que Aldo precisa estudar para vencê-lo?
“Ele não pode saber tudo sobre mim, porque em cada luta minha eu atuei de uma forma diferente. Olhe para a minha carreira no UFC e olhe para a dele. Ele faz sempre a mesma coisa, reage da mesma forma. Comigo vai ser assim, e eu vou pará-lo sabendo o que ele vai fazer. Deixem ele estudar o quanto quiser, eu vou surpreendê-lo em cada movimento que eu fizer. Me estudar é inútil.”

Prefere finalizar ou nocautear?
“Acho que posso finalizá-lo também, claro. Quem sabe o que vai acontecer? Mas eu conheço a minha força, e já mostrei isso. Quando eu bato, eles caem. Aldo se vangloria de ter vencido Ricardo Lamas e Chad Mendes por pontos, ou por ter parado aquele zumbi lesionado. Contra mim vai ser muito diferente. Ele não vai me encontrar, não vai me tocar. Estou tão confiante que posso ficar parado e deixar que ele me acerte. Ele não tem poder de nocaute para me parar. Somado à minha força, tenho o jogo mental. Vou quebrá-lo. Vou vencer até o fim do quarto round. O tempo? Vamos ver. Mas ele vai estar acabado no máximo até o fim do quarto round.”

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Disputar o cinturão em Las Vegas
“Felizmente estamos em uma nova era no esporte, e felizmente a luta acontecerá em Nevada. A Comissão Atlética de Nevada está fazendo um trabalho incrível, e estou feliz em lutar com ele aqui. Não estamos mais no Brasil.”

Mudança para o peso-leve
“Eu espero que cada um dos top 10 dos pesos-penas implorem por misericórdia e por perdão de joelhos. Se fizerem isso, eu devolvo o cinturão do UFC e mudo para o peso-leve.”

O efeito McGregor
“Na única vez que ele participou de um evento com duas disputas de cinturão, ele foi o co-evento principal, lutando contra Ricardo Lamas antes de Renan Barão enfrentar Urijah Faber. Hoje ele luta comigo em um evento com duas disputas de cinturão, e aí, sim, faz o evento principal. Estamos promovendo a luta ao redor do mundo, voando em jatinhos e ficando nos melhores hoteis, com a atenção da mídia de todo o mundo sobre nós. Ontem à noite fizemos um filme na rua principal de Las Vegas, e havia um dublê para mim, um cara com as mesmas roupas que eu, e outro para ele. Eles andaram diversas vezes até que a cena ficasse boa, e só então me chamaram. Chamaram o astro (risos). Eu andei apenas uma vez e pronto, acabou! Quem fez a diferença? Ele? Não. É como eu disse: esse não é o peso-pena. É o peso-McGregor.”

Previsão de vendas do UFC 189
“Claro que o corte de peso é duro, mas eu faço e faço profissionalmente. Me reidrato bem e fico pronto para a luta. Acho que essa luta baterá todos os recordes de vendas de pay-per-view. Acredito que estaremos no nível de vendas da luta entre Mayweather e Pacquiao. Dizem que eles esperam vender 3,5 milhões de pacotes com o boxe. Acho que venderemos mais no UFC 189. Vamos ver…”

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