Almoçar fora de casa é uma das estratégias utilizadas por muitas pessoas que sofrem com a correria do dia-a-dia em Rondonópolis. Mas o consumidor deve ficar atento, pois esse costume deve ficar ainda mais caro. Em dez anos, a inflação dos alimentos beirou os 100%, com um IPCA de 99,73%. Dentro do grupo alimentos, no acumulado de dez anos, comer em casa ficou 86,59% mais caro este ano, mas comer fora de casa subiu ainda mais, 136,14%. As informações são conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em um dos restaurantes localizados na região central de Rondonópolis ainda não houve um reajuste, porém, o aumento no quilo da refeição pode acontecer a qualquer momento. “O preço permanece o mesmo de janeiro. Mas se as coisas continuarem assim, logo iremos aumentar. Não temos outra saída” explica o proprietário do restaurante, Cristiano Ítalo. No estabelecimento do empresário o quilo da refeição custa R$ 29,90.

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A coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, explica que existem vários fatores que implicam neste impacto. “Mais mulheres estão trabalhando fora de casa, e existe a dificuldade em ter empregada em casa porque esta mão de obra está escassa e cara. Com isso, cada vez mais pessoas comem na rua. Mas a refeição na rua é cara porque tem os custos dos estabelecimentos, como aluguel e energia”.

Outra opção usada pelos rondonopolitanos é trocar o arroz com feijão por salgados, lanches e espetinhos que são facilmente encontrados por todos os lugares da cidade. Uma escolha que não é recomenda pelos nutricionistas, mas que pesa menos no bolso do trabalhador.

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