O país está prestes a ter o quarto aumento consecutivo nos juros básico da economia que estão avançando ininterruptamente desde outubro do ano passado. A decisão sobre a taxa básica da economia brasileira será anunciada pela instituição na noite de hoje (04), após o término da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

A possibilidade de o país entrar em recessão neste ano não deve impedir o BC de continuar subindo os juros.

Com taxas mais altas, o BC tenta controlar o crédito e o consumo e, assim, segurar a inflação. Por outro lado, ao tornar o crédito e o investimento mais caros, os juros elevados prejudicam o crescimento da economia.

A maior parte do mercado financeiro aposta em um aumento de 0,5 ponto percentual (p.p), o que elevaria a taxa Selic de 12,25% para 12,75% ao ano, o maior patamar desde janeiro de 2009, quando estava em 13,75% ao ano, ou seja, em seis anos.

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SOBRE A RECESSÃO

Recessão é uma fase de contração no ciclo econômico, isto é, de retração geral na atividade econômica por um certo período de tempo. O Brasil atualmente encontra-se em uma profunda recessão com queda no nível da produção (medida pelo Produto Interno Bruto), aumento do desemprego, queda na renda familiar, redução da taxa de lucro e aumento do número de falências e concordatas, aumento da capacidade ociosa e queda do nível de investimento.

A maior queda em 25 anos na economia brasileira também pode acontecer este ano. A expectativa da maior parte do mercado financeiro é de que a economia brasileira tenha registrado crescimento zero em 2014 e que tenha retração de 0,58% em 2015.

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As medidas econômicas anunciadas recentemente pelo governo terão impacto de reduzir ainda mais o nível de atividade neste ano, ou seja, gerando ainda mais desemprego.

Entre as medidas anunciadas, estão o aumento dos tributos sobre a gasolina e o diesel, sobre operações de crédito, cosméticos, automóveis e sobre a folha de pagamentos, além de limitação de benefícios sociais, como seguro-desemprego e abono salarial, e redução de gastos de custeio e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e com a Conta de Desenvolvimento Energético, o que resultará em uma alta maior da energia elétrica.

 

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