O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (05) autorizar a abertura de inquérito para investigar políticos suspeitos de participação no esquema de corrupção da Petrobras revelado pela Operação Lava Jato.

O inquérito é para investigar 47 políticos suspeitos de participação no esquema de corrupção. Entre eles, há 22 deputados federais, 12 senadores, 12 ex-deputados e uma ex-governadora de cinco partidos.

O Ex-deputado Pedro Henry (PP) é o único mato-grossense com o nome na lista de investigação. Essa não é a primeira vez que Pedro se envolve em escândalos, em 2012 o ex-deputado foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento no esquema do Mensalão a 7 anos e 2 meses de prisão, no regime semiaberto, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O PP é o partido com mais políticos entre os que responderão a inquéritos (32). Em seguida, vêm PMDB (sete), PT (seis), PSDB (um) e PTB (um).

Não há governadores de estado na lista. Eventuais casos de governadores deverão ter os pedidos de abertura de inquéritos entregues na próxima semana pela Procuradoria Geral da República ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que tem atribuição de investigar governadores – nos casos das investigações de deputados e senadores, o foro é o STF.

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Os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) também estão na lista.

Ainda nesta sexta, Teori acatou outros sete pedidos de arquivamento feitos pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A informação foi dada a partir das 20h25 (horário de Brasília), depois de um dia de agonia e ansiedade entre parlamentares, ministros e empresários.

Os nomes dos parlamentares alvos dos inquéritos. São os seguintes:

PP
– Senador Ciro Nogueira (PI)
– Senador Benedito de Lira (AL)
– Senador Gladson Cameli (AC)
– Deputado Aguinaldo Ribeiro (PB)
– Deputado Simão Sessim (RJ)
– Deputado Nelson Meurer (PR)
– Deputado Eduardo da Fonte (PE)
– Deputado Luiz Fernando Faria (MG)
– Deputado Arthur Lira (AL)
– Deputado Dilceu Sperafico (PR)
– Deputado Jeronimo Goergen (RS)
– Deputado Sandes Júnior (GO)
– Deputado Afonso Hamm (RS)
– Deputado Missionário José Olímpio (SP)
– Deputado Lázaro Botelho (TO)
– Deputado Luis Carlos Heinze (RS)
– Deputado Renato Molling (RS)
– Deputado Renato Balestra (GO)
– Deputado Lázaro Britto (BA)
– Deputado Waldir Maranhão (MA)
– Deputado José Otávio Germano (RS)
– Ex-deputado e ex-ministro Mario Negromonte (BA)
– Ex-deputado João Pizzolatti (SC)
– Ex-deputado Pedro Corrêa (PE)
– Ex-deputado Roberto Teixeira (PE)
– Ex-deputada Aline Corrêa (SP)
– Ex-deputado Carlos Magno (RO)
– Ex-deputado e ex-vice governador João Leão (BA)
– Ex-deputado Luiz Argôlo (BA) (filiado ao Solidariedade desde 2013)
– Ex-deputado José Linhares (CE)
Ex-deputado Pedro Henry (MT)
– Ex-deputado Vilson Covatti (RS)

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PMDB
– Senador Renan Calheiros (AL), presidente do Senado
– Senador Romero Jucá (RR)
– Senador Edison Lobão (MA)
– Senador Valdir Raupp (RO)
– Deputado Eduardo Cunha (RJ), presidente da Câmara
– Deputado Aníbal Gomes (CE)
– Ex-governadora Roseana Sarney (MA)

PT
– Senadora Gleisi Hoffmann (PR)
– Senador Humberto Costa (PE)
– Senador Lindbergh Farias (RJ)
– Deputado José Mentor (SP)
– Deputado Vander Loubet (MS)
– Ex-deputado Cândido Vaccarezza (SP)

PSDB
– Senador Antonio Anastasia (MG)

PTB
– Senador Fernando Collor (AL)

 Foi pedido o arquivamento de sete casos:

– Senador Delcídio Amaral, PT
– Senador Romero Jucá, PMDB
– Ex-deputado Alexandre dos Santos, PMDB
– Ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves, do PMDB
– Senador Aécio Neves, do PSDB
– Senador Ciro Nogueira, do PT
– Deputado Aguinaldo Ribeiro, do PP

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