Os caminhoneiros concentrados no estacionamento do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, desistiram do “caminhonaço” em direção ao Congresso, depois que alguns parlamentares visitaram o local, na manhã de hoje (3), e agendaram reuniões com representantes dos motoristas, à tarde, na sede do Poder Legislativo, para discutir as reivindicações. Cerca de 30 caminhões estacionaram no estádio vindos de Luziânia, onde ontem (2) aguardavam pelas negociações com o governo.

Os manifestantes se disseram satisfeitos com a aprovação da Lei dos Caminhoneiros, sancionada ontem (2) pela presidenta Dilma Rousseff, mas ressaltaram que a questão do preço do combustível é o ponto central de suas reivindicações – determinante para que parem com as mobilizações.

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“A aprovação da lei foi boa, não negamos. Mas nós queremos mesmo é o que o preço do óleo baixe. E queremos também que seja feita uma tabela referencial para a questão do frete”, disse Alceu Tramujian Neto.

Ainda de acordo com Alceu, os deputados prometeram levar aos colegas parlamentares soluções para essas reclamações. “Eles [parlamentares] disseram que vão tentar debater a possibilidade de baixar algum tributo cobrado sobre o preço do combustível”, explicou.

Na semana passada, após participar de cerimônia para entrega de casas populares do Programa Minha Casa, Minha Vida, a presidenta Dilma Rouseff disse que “o governo não tem como baixar o preço do diesel”. Ela também defendeu a política de preços do governo para os combustíveis, que não é diretamente vinculado à cotação internacional do petróleo, e acrescentou que a estratégia será mantida.

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O caminhoneiro Gilberto Bandeloff disse que o “buzinaço” foi adiado porque os motoristas estão se fiando na promessa dos parlamentares. “Por enquanto, estamos nos fiando na promessa deles [deputados]. Acho que o governo vai atender nossa reivindicação, porque temos, agora, representantes no Congresso”, disse.

Gilberto adiantou que a categoria ainda não definiu os próximos passos da manifestação. Ele ressaltou que, por enquanto, a reunião para o diálogo era o melhor caminho a ser tomado. “Eles prometeram conseguir essa pauta no Congresso ainda hoje pra gente. Vamos esperar por isso.”

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