O pão, um dos itens principais do café da manhã do brasileiro é o próximo item que vai ficar mais caro para o consumidor. Depois do reajuste da conta de luz e do aumento dos combustíveis, a inflação chega agora à mesa da refeição considerada mais importante do dia.

Em Rondonópolis em uma das padarias da cidade, ainda não aconteceu o reajuste. Mas conforme um dos funcionários, já houve um aumento em todos os outros itens e a probabilidade é que o preço do pão aumente na próxima semana.

O aumento deve ser entre 8% e 10%. E não é só o francês. O pão doce, o de forma, o biscoito, os bolos, as massas. Tudo o que leva farinha de trigo deve subir de preço porque metade do trigo consumido no Brasil é importado. E os preços são diretamente afetados pelo dólar, que já subiu 24% este ano. Especialistas acreditam que os preços devem subir em 10 ou 15 dias, enquanto durarem os estoques da farinha que foi comprada antes da disparada do dólar.

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Conforme o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Biscoitos, Massas, Pães e Bolos Industrializados, Cláudio Zanão, a culpa não é só do dólar, a energia elétrica também está pesando muito desde o início do ano e outros custos como combustível e até mão-de-obra são fatores que colaboram diretamente para o aumento.

As informações dos economistas da área são de que até o momento, os moinhos que fornecem a farinha para a indústria ainda não repassaram o aumento, o que deve ocorrer nos próximos dias.

O Brasil é o segundo país que mais consome biscoitos no mundo e o terceiro no consumo de massas.

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