Praça Digital em Pedra Preta - Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT
Praça Digital em Pedra Preta – Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), aberta no começo do mês, para investigar uma suposta fraude na licitação do projeto ‘Praça Digital’ de Pedra Preta, começa a tomar novos rumos nesta semana. Em entrevista ao Site AGORA MT, o presidente da CPI, vereador Gilmar Rodrigues Salomão, popular Batata (PSD), explicou que as investigações já foram iniciadas e que aguarda apenas um auxílio jurídico para começar a ouvir as partes envolvidas. “Queremos fazer todos os trâmites corretos, mas está claro que existe indícios de irregularidades no processo de licitação”, acrescentou.

Esta é a 3ª CPI que investiga a prefeita Mariledi Philippi (PDT), as anteriores foram arquivadas.

vereador Gilmar Rodrigues Salomão, popular Batata Pedra Preta 2De acordo com Batata (foto ao lado), três empresas participaram da licitação do projeto “Praça Digital”.

“Houve uma empresa ganhadora, a Wellington Paiva Damacena e Cia Ltda. Ela foi criada pouco antes da licitação, no entanto, existe um problema com as outras duas. Uma delas foi aberta exatamente na mesma data e horário da firma vencedora. E por mais ainda coincidência, a proprietária desta empresa derrotada convive com o Wellington que é um dos donos da empresa ganhadora”, afirmou o presidente.

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Ainda de conforme com o vereador Batata (foto ao lado), a comissão tem todos os documentos e protocolos comprobatórios. Após perder a licitação, a entidade derrotada citada acima, encerrou o CNPJ.

Quanto a 3ª empresa envolvida na licitação, o vereador acrescenta que o comércio simplesmente não existe.

“O endereço informado está localizado no município de Itiquira, mas estivemos no local e lá nunca foi uma empresa deste gênero. Os moradores informaram desconhecer a empresa e os proprietários”, acrescentou ele.

Agora, segundo o presidente da comissão, o próximo passo será ouvir as partes envolvidas para dar continuidade na CPI.

PRAÇA DIGITAL

As Praças Digitais são lugares aberto ao público, com acesso grátis a internet sem fio. O cunho informado na época, era de mudar a rotina nas praças de Pedra Preta.

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Uma das coisas que mais chama a atenção na iniciativa em Pedra Preta é o baixo custo do projeto. O investimento total neste primeiro ano do ‘Praça Digital’ foi de apenas R$ 12 mil, já incluídos os custos dos equipamentos e da operadora que fornece a conexão.

GASTOS TOTAIS

A Wellington Paiva Damacena e Cia Ltda não é ganhadora apenas da licitação do projeto Praça Digital, a mesma também é a responsável por quase toda manutenção de rede ou compra de computadores das secretarias, escolas ou unidades de saúde do município.

Só de janeiro à novembro de 2014, a Prefeitura Municipal de Pedra Prata gastou com a empresa R$ 397.674,29 ou seja, quase 400 mil em empenhos que variam desde R$ 5,90 à R$ 45 mil. Em 2013 o montante foi de R$ 64.252,90, quase 65 mil.

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Os números informados neste tópico, foram extraídos do programa Aplic do TRibunal de Contas de Mato Grosso. A consulta é disponível para qualquer pessoa, basta acessar: http://cidadao.tce.mt.gov.br/

OUTRO LADO

A reportagem do Site AGORA MT tentou por várias vezes contato na Prefeitura Municipal de Pedra Preta, e também com o procurador geral do município, Rafael Santos de Oliveira, entretanto, um dos telefones só chamam e ou outro está desligado, respectivamente.

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