Os remédios poderão ficar mais caros a partir desta terça-feira (31) em todo o país. O governo federal autorizou reajustes de 7,70%, 6,35% e 5% nos preços dos medicamentos. O reajuste depende da categoria do produto.

A decisão foi publicada hoje, no “Diário Oficial da União” e os valores calculados constam de resolução da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamento (CMED).

Em Rondonópolis em uma das farmácias central da cidade a possibilidade é que o reajuste aconteça a partir do dia 10 de abril. “Para nós a tabela chega amanhã (01). O governo autorizou, mas a mudança depende de cada farmácia. Os preços serão reajustados conforme a tabela estipulada pelo governo” explica o supervisor de uma rede de farmácia da cidade, Tiago Borcheid da Costa.

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A regulação é válida para um universo de mais de 9.000 medicamentos e os ajustes são autorizados em três níveis, conforme o perfil de concorrência dos produtos.

Este ano o aumento está bem acima do autorizado no ano passado. Em 2014, o reajuste máximo foi de 5,68%. Na classe intermediária, o reajuste concedido foi de 3,35% e o menor, de 1,02%.

NÍVEL 1

Quanto maior a concorrência, maior o porcentual permitido para reajuste (7,70%). Este nível tem o maior percentual de reajuste, inclui remédios como omeprazol (gastrite e úlcera); amoxicilina (antibiótico para infecções urinárias e respiratórias).

NÍVEL 2

Considerado nível intermediário, de remédios de classes terapêuticas de concorrência mediana, onde o percentual é de 6,35%, estão, por exemplo, lidocaína (anestésico local) e nistatina (antifúngico).

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NÍVEL 3

No nível 3, o aumento é o que tem menor índice, 5%. É para aqueles medicamentos mais concentrados, formados por remédios que estão ainda protegidos por patentes, como os usados em tratamento de câncer.

Ficarão mais caros medicamentos como ritalina (tratamento do déficit de atenção e hiperatividade) e stelara (psoríase).

 

 

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