A ideia apresentada por Bernie Ecclestone de criar uma categoria paralela à Fórmula 1 voltada apenas para mulheres não agradou a pilota de desenvolvimento da Williams, Susie Wolff. Integrante da escuderia britânica desde 2012, a escocesa de 32 anos afirmou que sempre competiu entre os homens e considera difícil fechar um grid competitivo apenas com mulheres.

– Definitivamente, não é o caminho correto. Primeiramente, eu não sei onde seria possível encontrar um grid completo de pilotos mulheres boas o suficiente. Em segundo lugar, eu já corri minha carreira inteira no automobilismo como uma competidora normal. Por que eu iria querer participar de uma corrida onde há apenas mulheres competindo? – questionou Wolff em entrevista ao jornal inglês “Mirror”.

A pilota, que passou por Fórmula Renault, Fórmula 3 Inglesa e DTM antes de integrar a equipe Williams, disse ainda que não vê nenhuma vantagem em participar de uma categoria que não fosse competitiva.

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– Eu posso dizer de coração que não me interessaria vencer uma corrida como essa. Eu preferiria não estar nesta corrida, pois o que eu estaria ganhando? Uma corrida onde eles apenas procuram por qualquer garota para formar um grid? – completou.

A sugestão de uma categoria apenas para mulheres foi revelada por Ecclestone durante o GP da Malásia, no último fim de semana, em Spang. Para o chefão da F-1, seria uma boa oportunidade as pilotas e também atrairia novos investimentos. A ideia veio à tona após a Williams descartar a possibilidade de colocar Susie para substituir o finlandês Valtteri Bottas, que ficou fora da primeira corrida do ano, na Austrália, e corria o risco de perder outras provas – Bottas acabou se recuperando a tempo do GP da Malásia.

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Atualmente, além de Susie Wolff, a Fórmula 1 conta ainda com a espanhola Carmen Jordá, de 26 anos, pilota de desenvolvimento da Lotus. Recentemente, outras mulheres passaram pela categoria. A suíça Simona de Silvestro chegou a ser “pilota afiliada” da Sauber, que almejava prepara-la para assumir um posto de titular no futuro, mas o projeto foi interrompido no meio em razão dos problemas financeiros da equipe. Houve também a passagem de Maria de Villota como pilota de testes da Marussia, que acabou de forma trágica: a espanhola sofreu um gravíssimo acidente durante testes aerodinâmicos em 2012 e morreu um ano depois em razão das sequelas da batida.

Há 39 anos, nenhuma mulher disputa uma corrida da categoria. Susie Wolff chegou a participou de um fim de semana oficial ao andar em treinos livres do GP da Alemanha e da Inglaterra do ano passado pela Williams. Na ocasião, ela se tornou a sexta mulher a alcançar o feito. Apenas outras cinco mulheres participaram de grandes prêmios: Maria Teresa de Filippis (1958 a 69), Lella Lombardi (74 a 76), Divina Galica (76 e 78), Desire Wilson (80) e Giovanna Amati (92). Apenas as duas primeiras chegaram a disputar provas oficiais, enquanto Lella foi a única a atingir a zona de pontuação: marcou 0,5 ponto no GP da Espanha de 1975.

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