Quando se fala em Jogo das Estrelas é impossível não pensar no ala Alex Garcia. O camisa 10 do Bauru e da seleção é o único atleta brasileiro que participou de todas as seis edições da partida até hoje. Além dele, só o americano Shamell esteve em todos os fins de semanas festivos do basquete nacional. Neste sábado, às 16h, mais uma vez eles estarão frente a frente. Desta vez no ginásio Pedrocão, em Franca, a capital da modalidade no país. Jogador mais valioso nas das últimas edições do confronto, Alex.vive um momento especial na carreira. De casa nova depois de defender por tantos anos a equipe de Brasília, o “Brabo” já levantou os títulos do Campeonato Paulista, da Liga Sul-Americana e é a principal arma de Bauru no Final Four da Liga das Américas do próximo fim de semana, no Rio de Janeiro.

Mas antes de lutar pela terceira taça com a nova camisa, o recordista de pontos do NBB Brasil com 121 anotados e uma média de 20,1 por partida, quer comemorar o feito de nunca ter perdido a festa em grande estilo.

– É muito especial para mim ser o único brasileiro a ter jogado todas as edições dos Jogos das Estrelas. É uma satisfação enorme e espero conquistar mais uma vitória no sábado – disse o terceiro maior pontuador da história do NBB, com 3.936 pontos.

Mas a quarta vitória do NBB Brasil – o confronto está 3 a 1 para os brasileiros – no Jogo das Estrelas é apenas um dos desafios do camisa 10 para essa temporada. Contratado a peso de ouro pelo Bauru, Alex assinou um contrato de três anos com o clube paulista. Com dois títulos na bagagem em pouco mais de quatro meses de trabalho, o ala quer levantar sua quarta taça do NBB, mas sabe que antes o objetivo é a Liga das Américas.

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Triste com a perda de Jefferson, que rompeu o tendão de aquiles do tornozelo esquerdo e está fora da temporada, e decepcionado com a ida das finais para o Rio de Janeiro, Alex sabe que o objetivo se tornou ainda mais complicado. No entanto, o ala não entrega os pontos e lembra que a equipe comandada por Guerrinha é movida a desafios.

– Lamentamos muito a perda do Jefferson, que é um dos líderes do time tanto dentro de quadra como na pontuação, mas temos que continuar. Estamos vindo de um bom momento, é lógico que um pouco desgastados pelo ritmo de jogos, mas o time foi montado para isso. Nós gostamos  desses momentos. O objetivo era levar a decisão para Bauru, mas sabemos que nosso ginásio não comporta uma final como essa pela capacidade exigidas de torcedores. Já que não deu temos que disputar o título fora de casa. Sabemos da força do Flamengo no Rio de Janeiro e será mais um desafio, mas nós já mostramos que gostamos desse tipo de pressão – destacou.

Para Alex, mesmo jogando em casa, o atual campeão não é o único time capaz de acabar com os cem por cento de aproveitamento do líder do NBB 7 nas decisões nesta temporada.

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– Sabíamos que se chegássemos no Final Four não seria fácil. Na Liga Sul-Americana foi um pouco mais tranquilo pelos times que disputaram, mas na Liga das Américas já esperávamos  muito mais dificuldades. Jogar no Rio vai ser muito difícil, principalmente pela força do Flamengo lá, e da frieza do Peñarol. A equipe do México é um pouco menos complicada, eles têm muita força dentro de casa, mas quando jogam fora são mais modestos – analisou Alex.

O Flamengo, aliás, parece estar sempre no caminho de Alex. Ou será o novo camisa 10 do Bauru que cisma em ser a pedra no sapato rubro-negro. Neste caso, a ordem dos fatores pouco importa. Assim como quando o ala defendia o Brasília. Nas duas decisões que em que se cruzaram, cada um levou a melhor em uma.

– É sempre bom enfrentar o Flamengo. Sou um cara competitivo, e o Flamengo monta times competitivos. Então, só me resta dizer que será mais uma batalha pela frente. Acho que eles podem vir a ser nosso grande adversário na Liga das Américas sim, numa provável final, mas o Peñarol também será uma barreira duríssima na nossa caminhada. Esperamos passar – afirmou. .
A rivalidade com o time da Gávea é tanta que Alex não descarta nem defender um rival carioca no futuro. Com a provável volta do Vasco ao basquete adulto, as especulações e os boatos no Rio de Janeiro estão a tod0 vapor. E em todas elas o nome do camisa 10 de Bauru é ventilado. Questionado sobre a possibilidade de aceitar uma futura proposta caso fosse procurado pedlo dirigentes vascaínos, o principal algoz dos rubro-negros nas quadras abre um sorriso e provoca em tom de brincadeira.

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– Tenho contrato por quatro temporadas com o Bauru e nunca me imaginei jogando no Rio de Janeiro, mas não sabemos o dia de amanhã. Temos que manter o foco e seguir trabalhando. Nunca tinha imaginado jogar longe do Nezinho também e acabou acontecendo. Temos que viver o momento, e o futuro só Deus sabe. Seria mais uma rivalidade contra o Flamengo, mas essa para fechar com chave de ouro (risos) – brincou o jogador.

O único ouro, no entanto, que Alex não tira da cabeça só vai poder ser conquistado no ano que vem. Mais precisamente nos Jogos Olímpicos do Rio. A tarefa é das mais complicadas, mas o ala acredita que chegou a hora da seleção subir ao pódio.

– Eu me cuido muito bem e procuro dar uma longevidade na minha carreira. Estou sempre me fortalecendo e prevenindo de lesões, e o dia a dia é que manda. Jogar as Olimpíadas no Rio vai marcar o encerramento da minha carreira na seleção. Se Deus quiser, com chave de ouro. Acho que podemos brigar por uma medalha. A campanha que fizemos em Londres foi muito boa, mas faltou um algo a mais, que pode ser nosso torcedor, o clima do Rio de Janeiro e o fato de jogar em casa.

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