Evanderly já sentado no banco dos réus Foto: Varlei Cordova / AGORA MT
Evanderly já sentado no banco dos réus Foto: Varlei Cordova / AGORA MT

O julgamento do enfermeiro Evanderly de Oliveira Lima ocorrerá hoje (28), a partir das 8h, em Alto Araguaia – MT. O site AGORA MT já está na cidade e vai acompanhar minuto a minuto o julgamento. Ele é acusado de matar a sua ex-mulher, a juíza Glauciane Chaves de Melo.

O crime ocorreu em 7 de  junho de 2013, dentro do Fórum de Alto Taquari.  Após o fato, Evanderly fugiu e se escondeu em uma mata que havia próximo a Alto Taquari, mas três dias depois foi localizado e preso. Ele foi transferido para o presídio de Cuiabá, onde ficou até a data do julgamento.

A juíza foi assassinada pelo ex-maridoGlauciane Chaves de Melo,
Juíza foi assassinada pelo ex-marido – Foto Internet

 

– RELEMBRE O CASO (aqui)

 

00h43 – No final, o juiz Carlos Ferrari conversou rapidamente com Evanderly e disse que independente do resultado e da pena que ele pense bem no futuro e lhe desejou sorte.

00h40 – Ao final da sessão, o advogado de defesa Edno Damasceno destacou que não irá recorrer da decisão. “Sou um defensor do júri e por isso acho justa a decisão proferida, não vou recorrer da decisão, mas vai discutir com Evanderly um recurso pra pena ser cumprida.

00h35 : Encerrada a sessão de julgamento.

00h33: Na noite desta terça-feira (28), o juiz Carlos Ferrari anuncia a sentença. “Condeno Evanderly a 18 anos e seis meses de reclusão, inicialmente em regime fechado,” declarou o magistrado.

00h25 – A sessão plenária decidiu pelo crime de homicídio duplamente qualificado, bem como pelo crime de porte ilegal de arma.

00h24 – Juiz Carlos Ferrari relata que fará a leitura e publica a decisão dos jurados.

00h23 – Retorno

22h56 – Suspensão dos trabalhos para a votação e posteriormente o retorno para o anuncio da sentença.

22h45 – “Eu peço a vossa excelência a absolvição e se não for absolvido eu peço que entenda que ele agiu sob o domínio de violenta emoção”, diz o defensor.

22h31 – Quanto ao crime, o defensor pergunta aos jurados “Há alguma justificativa além dele ter se emocionado e reagido de forma brutal? Não há”.

22h29 – “O promotor está certo quando diz que ela tinha direito de seguir a vida dela, o que ela não podia era ter trazido ele [para Alto Taquari] já tendo iniciado um caso,” disse o advogado de defesa.

22h18 – Defensor fala sobre o Juiz com quem Glauciane teve um caso e menciona aos jurados uma matéria publicada no Estadão em 19 de abril de 2014 que noticia o afastamento do juiz por levar bebida para o fórum.

O defensor de Evanderly tenta convencer os jurados que a tese do tiro da promotoria é falha - FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT
O defensor de Evanderly tenta convencer os jurados que a tese do tiro da promotoria é falha – FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT

22h14 – “Se entrou pela direita e saiu pela esquerda, o tiro entrou de lado ou não?” questiona o defensor aos jurados quanto a posição em que estava a vítima no momento do disparo.

22h06 – O defensor alega que segundo uma das testemunhas os dois estavam em uma discussão. “Imagina um cidadão traído, agora não tem como ele provar porque não está nos autos as mensagens,” disse.

Após mais de 14h de sessão muita gente ainda está no plenário - FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT
Após mais de 14h de sessão muita gente ainda está no plenário – FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT

21h57 – O advogado de defesa assume a palavra. Em uma das falas ele relata que é “O homem negro e careca contra o Estado”.

21h56 – O promotor finaliza a fala fazendo um apelo aos jurados para que entendam a dor da perda da mãe de Glauciane.

21h51 – “Ele não teria entrado no trabalho da juíza armado numa sexta-feira de manhã caso ele não tivesse premeditado o crime”, diz o promotor.

21h41 – Conforme o promotor se for acatado o homicídio por motivo de torpe com utilização de recursos que tornaram impossível a defesa da vítima e o porte ilegal de arma, o réu sendo primário seria condenado a uma pena em torno de 16 anos. Ainda segundo a explicação do promotor, considerando que Evanderly possa trabalhar os três primeiros anos, ele sairia em 06 de maio de 2019, portanto, ele permaneceria menos de seis anos recluso.

21h36 – O promotor descarta que Evanderly realizava a segurança da juíza, conforme o réu disse durante o depoimento, já que a magistrada não recebeu nenhuma ameaça durante o exercício do oficio em Alto Taquari.

21h33 – “Ela em nenhum motivo a diminuiu, ela sempre o tratou com respeito. Isso é para justificar os dois tiros dado por trás na nuca da vítima, no momento em que ela trabalhava.”

21h27 – Em seguida, o promotor destacou que depois da separação, Glauciane não deixou Evanderly desassistido e que não houve ninguém que pudesse relatar nenhuma agressão por parte da vítima ao acusado.

21h23 – “A 2ª causa de aumento da pena foi o fator surpresa. Ela não teve chances de defesa, conforme ele agiu, ela não teve chance de defesa, ele a surpreendeu e dentro do fórum, ele teve a ousadia de sacar a arma”.

21h07 – “Não é verdadeira a história que ela não o quis mais quando se tornou juíza,ela se separou dele porque ele tinha um ciúme dela, ela perdeu o interesse” disse o promotor.

21h05 – Em 21 de janeiro de 2013, é assinado o acordo de separação, segundo uma testemunha, a pedido de Evanderly. Para o promotor, Evanderly estava interessado nos efeitos patrimoniais do acordo.

21h – O promotor público, Márcio Berestinas começa a fazer suas ponderações.

“Com todo respeito, mas eu não posso concordar com nenhuma tese construída pela defesa, o que ele relata senhores, não faz o menor sentido. Que ela o tratava como serviçal do casal, onde ela o mandava passar álcool na casa para ela passar, isso é uma mentira,” disse o promotor.

20h59 – Retorno dos trabalhos.

20h40 – Intervalo.

20h35 – “Espero que entendam que ele agiu sob violenta emoção,” disse Edno Damasceno.

20h30 – “Ele foi chamado de fracassado, gigolô, e implicitamente de corno, quando ela disse que tinha um caso. Na minha leitura, eu entendo que é possível absolvê-lo. Ele está há 700 dias preso, ele disse que a pior culpa é a aquele sente na alma. Não é prendendo esse cidadão que vai compensar e restaurar a vida dela,” declarou o defensor.

20h20 – Conforme a defesa, a juíza teria dito a Evanderly , antes do crime, para ele deixar de ser gingolô e que ela não queria mais nada com o enfermeiro, pois ela estava tendo um caso com o magistrado, desde agosto de 2012.

20h17 – Segundo o defensor, Evanderly se submeteu a ser técnico de enfermagem, mesmo tendo graduação em Enfermagem, para receber cerca de R$ 900.

O advogado de defesa, Edno Damaceno, argumenta junto aos jurados - FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT
O advogado de defesa, Edno Damaceno, argumenta junto aos jurados – FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT

19h59 – Durante a defesa, o advogado relatou que após a separação a juíza passou a pagar uma pensão para Evanderly. “Como se R$ 3 mil por mês fosse o preço dele que ela achou que esse senhor valia depois de 11 anos”.

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19h56 – O defensor explica o porquê questionou o nome da cachorra da juíza a uma das testemunhas. Segundo ele, uma publicação do “Estadão” revela que o magistrado Ariel Soares, foi afastado da comarca de Tabaporã por ‘condutas impróprias’. Conforme a denúncia, Ariel bebia cerveja no fórum, para onde também levava cadela Odara. A cadela fazia necessidades em plena sala de audiência e ainda mordia quem chegava perto do ‘homem da capa preta’. O magistrado ainda teria assediado uma promotora pública em Tabaporã.

19h55 – “Todo mundo trata este cidadão como corno. Nos tribunais todo mundo sabia que ela tinha um caso com o Ariel,” disse o defensor.

19h47 – Defensor faz referência a uma música e a uma poesia que descrevem o amor e diz que “às vezes o fazer tudo o que ele [Evanderly] fazia, o tornava menor”.

Edno Damaceno afirmou que o acordo podia ser revertido - FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT
Edno Damaceno afirmou que o acordo podia ser revertido – FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT

19h43 – Conforme o defensor, Evanderly estava certo quando disse que o acordo de separação poderia ser revertido.

19h38 – “Ele não era um parasita que vivia a custas da Glauciane,” disse o defensor.

19h37 – De acordo com o defensor, na folha 608 dos autos, consta uma carta de 01/05/2007, onde a juíza descreve a sensação de conseguir passar em um concurso e agradece ao marido e aos familiares, onde relata que “essa vitória só se concretizou por causa deles”.

19h32 – “Ele trabalhou no SAMU, por seis anos, trabalhou na Unimed e não consta isso nos autos,”.

19h26 – O advogado rebate o promotor e relata que no Boletim de Ocorrência (BO) feito em decorrência do corte dos cabos do carro, não consta o nome de Evanderly.

19h25 – “Ele está sendo julgado por cinco minutos da vida dele, ele virou um imprestável, como se ele não tivesse feito nada com a senhora com quem viveu 11 anos e virou juíza” disse o advogado ao júri.

19h19 – O advogado relata que foi nomeado pelo Estado para defender Evanderly, pois nenhum advogado da comarca teve coragem para pegar o caso. Ainda conforme o advogado, o julgamento de Evanderly estava marcado para ocorrer nove meses após o crime e ele conseguiu transferir o local e a data do júri.

“Mesmo tendo sido morta uma juíza, o Tribunal de Justiça não agiu com cooperativismo, tanto é que hoje sendo realizado esse júri.”

19h11 – Após os cumprimentos, o advogado de defesa Edno Damasceno, iniciou o trabalho falando de justiça. “Justiça não é sinônimo de condenação, de prisão,” disse.

O advogado de defesa Edno Damaceno começa sua sustentação verbal - FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT
O advogado de defesa Edno Damaceno começa sua sustentação verbal – FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT

19h10 – O juiz Carlos Ferrari passa a palavra para o advogado de defesa.

18h44 – Intervalo

18h38 – Para finalizar, o promotor declarou que “Fica comprovado que o relacionamento já vinha desgastado desde Minas Gerais e não podemos esquecer o que ela disse na mensagem que ela ia aceitar o que tinha ocorrido há 10 anos, quando ela se referia ao corte dos cabos do freio do carro. O fato que ele a matou porque não tinha mais chances de reconciliar e que ele já havia procurado a arma para cometer o crime. Ele próprio sabe que é preciso uma resposta justa pelo o que ele fez”.

18h36 – Conforme o promotor, o réu jamais teria sido convidado para caçar, já que não solicitou nenhuma testemunha para o julgamento que confirmasse o fato e que o acusado estava à procura de uma arma, em três ocasiões diferentes é pra matar a Glauciane. Ele já tinha premeditado o crime. “Quem quer reconciliar leva flores e não uma arma carregada,” disse o promotor.

Promotor levanta a possibilidade de o crime ter sido premeditado - FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT
Promotor levanta a possibilidade de o crime ter sido premeditado – FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT

18h21 – O promotor apresenta fotos do dia do crime, relatando onde ocorreram as perfurações. Segundo ele, os peritos que analisaram a cena do crime descrevem que a vítima encontrava-se em sua sala, deslocando em direção a sala do assessor, quando o acusado acertou o 1º tiro na nuca ficando alojando na região nasal. Descartando a possibilidade de ter acertado a face, conforme relatou o réu.

18h15 – “No dia 07 de junho de 2013, inconformado ele vai até o fórum, discute com ela por cerca de 40 minutos e quando vê que não há possibilidade de reconciliação, ele atira contra Glauciane atingindo a nuca,” relatou o promotor.

18h10 – Em 20 e 21 de janeiro de 2013, segundo o promotor, Glauciane teria recebido uma mensagem de uma pessoa identificada como ‘Ariel’, com os dizeres “Glau, eu te amo”, porém ela não chegou a responder. Conforme o promotor, nesta data Evanderly e Glauciane já não tinha mais um compromisso, pois desde dezembro, os dois passaram a dormir em quartos separados.

18h07 – O promotor relata ao júri que Evanderley é suspeito de ter cortado os cabos do freio do carro de Glauciane, em 2003, ocasionado por ciúmes. “O porteiro relatou que a única pessoa que foi vista na garagem onde foram cortados os cabos de freio do carro foi o senhor Evanderly,” disse.

18h05 – “Ela era uma pessoa com senso de justiça, simples, humilde e que tratava a todos com respeito,” acrescentou Dr. Márcio Berestinas.

O promotor Márcio Berestinas fala da infância pobre de Glauciane - FOTO: Varlei Cordova / AGORAMTe no telão videos com depoimentos de amigos e familiares de Glauciane - FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT
O promotor Márcio Berestinas fala da infância pobre de Glauciane – FOTO: Varlei Cordova / AGORAMTe

18h02 – O promotor Márcio Berestinas fala da infância pobre de Glauciane, nascida na zona rural e filha de operários. “Ela veio da pobreza, ela veio ao mundo na mão de uma parteira, essa moça nunca renegou as origens,” mencionou.

17h58 – Uma prima da magistrada relata durante o vídeo que Glauciane sempre incentivou Evanderly a estudar, tendo inclusive, arcado com os custos do curso de enfermagem para ele.

17h50 – Nos depoimentos reproduzidos durante o vídeo são relatos a índole, a generosidade e o caráter de Glauciane, e também o sonho que ela tinha de se efetivar como juíza.

Promotor exibe no telão videos com depoimentos de amigos e familiares de Glauciane - FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT
Promotor exibe no telão vídeos com depoimentos de amigos e familiares de Glauciane – FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT

17h27 – O promotor apresenta aos jurados fotos da vítima n a infância e em seguida, é reproduzido um vídeo com depoimentos de pessoas que conviveram com Glauciane.

Promotor apresenta no telão dados sobre o crime - FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT
Promotor apresenta no telão dados sobre o crime – FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT

17h16 – O promotor, Dr. Márcio Berestinas narra os dados dos crimes do processo 3109. Na denúncia feita pelo promotor da justiça, João Batista, consta a pratica do homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e utilização de recursos que tornaram impossível a defesa da vítima. Além do crime de porte ilegal de arma, conforme o promotor Dr. Márcio o prórpio confessa em depoimento que ele andava armado pelas ruas de Alto Taquari.

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17h13 – Retorno dos trabalhos na sala do júri.

Evandrly é retirado do plenário para o intervalo antes do debate entre defesa e acusação - FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT
Evandrly é retirado do plenário para o intervalo antes do debate entre defesa e acusação – FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT

16h43 – Intervalo.

Termina o depoimento de Evanderly - FOTO: Varlei Cordova / AGORAMT
Termina o depoimento de Evanderly – FOTO: Varlei Cordova / AGORAMT

16h38 – Evanderly encerra o depoimento com o pedido de perdão a família. “Quero pedir perdão a família, estou aqui para pagar o que eu fiz, vou pagar a pena. Eu sei que elas estão sofrendo muito com a falta dela, eu também sinto. Queria que elas me perdoassem e não guardassem mágoa no coração,” finalizou.

16h36 – O réu revela durante o depoimento que mais tarde teve o conhecimento que a pessoa com quem Glauciane estaria era um magistrado que inclusive formou junto com ela.

16h35 – A defesa inicia os questionamentos.

O advogado de defesa questiona Evanderly para contrapor as perguntas do promotor - FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT
O advogado de defesa questiona Evanderly para contrapor as perguntas do promotor – FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT

16h33 – Por fim a promotoria encerra questionando qual seria o principal motivo de tê-la matado. “Eu não sei, eu perdi o controle, virou discussão e tomou um rumo diferente,” disse o réu.

16h30 – O promotor questiona ao réu se ele havia feito ameaças a juíza conforme relatou uma das testemunhas. “Não teve ameaças, todas as abordagens eram para reconciliação. Jamais a ameacei,” destacou.

16h15 – “Eu não posso me prejulgar, a minha maior prisão é a sentimental,” responde o réu ao promotor, ao ser questionado se ele achava justo caso tenha a pena reduzida.

16h00 – “O senhor concretizou a ameaça que fez a Glauciane, no dia da separação quando mandou a mensagem com os dizeres ‘vou pegar vocês dois, no dia 7 de junho,” No depoimento, o acusado diz ao promotor que mandou a mensagem no ‘calor da emoção’ e que nunca ameaçou a vítima.

15h59 – O acusado é indagado pela promotoria por que após assinar o documento de separação em janeiro, ele foi armado ao fórum e tentou no dia 07 de junho de 2013, uma reconciliação da vítima. “Mesmo após a separação, eu tentava me reconciliar com ela, nós fazíamos caminhada juntos, ela disse que não me queria como inimigo e sim como amigo”, disse o réu.

15h47 – Promotor apresenta o acordo de separação ao réu, onde consta que ele assinou e concordava com o teor do documento. “A proposta de separação partiu dela e não de mim.”

15h39 – Em seguida, o promotor questiona o fato de uma testemunha ter dito que por três ocasiões, Evanderly havia ligado para que ele arrumasse uma arma. No depoimento, o réu diz que recebia muitos convites para caçar no município e que por isso estava à procura de uma arma.

15h36 – Durante o depoimento, o acusado disse que sempre andava armado e por isso, no dia do crime, também estava com a arma na ‘pochete’.

15h30 – O acusado relata a promotoria que no dia do crime, a arma estava dentro da pochete, com 4 ou 5 munições e que sacou o revólver quando ela disse que já tinha outra pessoa. “Naquele debate, ela assumiu que tinha outra pessoa, eu perdi a cabeça e atirei,” descreveu o réu.

15h01 – O juiz questiona ao réu se no momento dos disparos, a vítima estava de costas. “Ela estava de lado. Quando ela viu a arma ela só tentou entrar na sala ao lado. Acho que fiz isso porque ela me rebaixou, eu me senti inútil,” disse.

14h59 – No encontro, segundo Evanderly, Glauciane teria confessado que mantinha um caso quando eles ainda eram casados. “Ela disse: ‘desde setembro nós começamos e agora estamos firmes’. Ai ela me chamou de gigolô e disse que não aguentava mais me sustentar e afirmou de novo que estava com outra pessoa. Daí eu perdi a cabeça e peguei a arma e atirei duas vezes.”

14h56 – “Quando foi na sexta-feira, [07 de junho de 2013], eu fui ao Fórum tinha muito tempo que eu não a via. Perguntei ao guarda se ela estava em audiência e ele disse que não que poderia entrar.” O acusado conta que foi bem recebido pela magistrada e que após o telefone tocar por várias vezes, os dois começaram a discutir.

Evanderly não nega a autoria do crime - FOTO: Varlei Cordova / AGORAMT
Evanderly não nega a autoria do crime – FOTO: Varlei Cordova / AGORAMT

14h51 – Evanderly revela que ele já tinha a arma desde a vinda de Uberlândia para Alto Taquari (MT) e que a juíza já tinha ciência disso. “Pra onde eu ia eu levava essa arma… Pra minha defesa.”

14h48 – O juiz Carlos Ferrari questiona o réu por que ele não deixou o município após a separação. “Eu sentia que ela estava dividida, eu sentia que ela me queria perto dela, não sei se por segurança, pensei que pudesse ter outra oportunidade,” disse.

14h45 – “Eu sinto falta dela, do jeito dela e a pior prisão hoje é a sentimental,” relatou o acusado.

14h43 – “Depois que nos separamos, ela assumiu que tinha outra pessoa,” relatou.

14h39 – Ainda conforme Evanderly a partir do mês de dezembro, os dois começaram a dormir em quartos separados, onde ela ficava em portas fechadas e sempre no celular. “Eu tinha indícios da traição dela, mas não tinha como provar.”

14h26 – Evanderly senta à frente do juiz Carlos Ferrari e começa seu depoimento. o Primeiro a inquerir o acusado é o próprio juiz.

Evanderly frente a frente com o Juiz - FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT
Evanderly frente a frente com o Juiz – FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT

14h20 – É retomado o julgamento do caso da morte da juíza Glauciane.

13h18 – O juiz faz uma pausa para o almoço dos presentes.

13h00 – A empregada relatou que encontrou com Evanderly no dia 07 de junho de 2013 e que o mesmo estava com uma ‘pochete’ preta a qual acredita que caberia um revólver.

12h57 – A testemunha ainda disse ao promotor que no dia do crime, a juíza durante uma ligação telefônica, questionou se a empregada havia tinha comentado algo com relação a namorado para Evanderly. Porém, ela disse que não.

12h45 – A testemunha e empregada da residência da juíza, M.A.C.S, relatou que a partir de certo momento o casal passou a dormir em quartos separados, sendo que depois de um mês, Evanderly mudou de casa.

12h41 – Entra a última testemunha no salão do júri.

12h36 – No dia do crime, a testemunha relatou ao juiz Carlos Ferrari que a magistrada havia ligado para ela pedindo para que a mesma fosse ao Fórum. Porém, ela estava em uma reunião. Ainda conforme a testemunha, a juíza não relatou o motivo da ligação.

Última testemunha antes do intervalo do almoço já está depondo - FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT
Última testemunha antes do intervalo do almoço já está depondo – FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT

12h31 – A testemunha conta à promotoria que sugeriu a magistrada que se contratasse um segurança, porém a juíza disse que não achava necessário. “Ela disse que não precisava se preocupar que ele nunca ia matar a galinha dos ovos de ouro dele,” disse.

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12h30 – “Sempre ele quis relatar o relacionamento,” declarou a testemunha.

12h24 – Após a separação que ocorreu em 21 de janeiro de 2013, a testemunha que disse ser amiga do casal, relatou ter levado Evanderly para morar provisoriamente em sua casa.

12h19 – A testemunha relatou que já havia um histórico de brigas de casal. Em uma ocasião, a testemunha contou que a magistrada pediu para que ela fosse a sua residência, já que o casal estava brigando. “Eu tentei apaziguar para acalmar os ânimos. Ela me pediu para dormir na casa e falou tinha medo de ficar só com Evanderly,” disse ao promotor.

12h15 – Com a chegada de Glauciene e Evanderly a Alto Taquari, a testemunha relatou que ficou bastante próxima ao casal, que os dois tinham um relacionamento normal.

12h13 – A testemunha R.M.P.S começa a prestar depoimento.

12h05 – Encerra o depoimento da testemunha.

12h – De acordo com a testemunha, a juíza pediu para não deixar Evanderly entrar no gabinete mesmo sendo anunciado.

11h46 – “A informação que ela [juíza] contava pra gente é que ela não amava mais ele”, disse a testemunha ao ser questionada pelo juiz quanto ao motivo da separação.

11h42 – Juiz Carlos Ferrari começa a ouvir a 5ª testemunha, C.P.A.

11h38 – Após o depoimento, a testemunha é dispensada.

11h30– Em resposta a promotoria, a testemunha relatou que Evanderley teria ligado e questionado se ele teria ou saberia de alguém que teria uma arma para vender para caçar.

11h27 – Começa o depoimento da 4ª testemunha.

11h11 – O juiz Carlos Ferrari determinou um período de intervalo.

11h08 – A testemunha relatou ao advogado de defesa que após a separação, a pedido da magistrada, ela teria encontrado com o réu por três vezes.

10h55 – A assessora respondeu ao promotor, Dr. Márcio que a vítima prezava pelo bem-estar do ex-marido. “Ela chegou a ser fiadora dos móveis da casa dele, além de pagar uma pensão a ele,” disse.

10h45 – “Desde a separação, ele começou a persegui-la,” disse a testemunha ao juiz Carlos Ferrari.

10h41 – Começa o depoimento da 3ª testemunha, também assessora da magistrada.

10h40 – Entrada do réu Evanderly de Oliveira Lima na sala de julgamento.

10h35 – Encerra o depoimento da 2ª testemunha.

10h34 – A testemunha responde ao jurado que após a separação não era frequente a visita do acusado Evanderly a casa da magistrada.

10h23 – Promotoria pergunta a testemunha porque a juíza não tomou nenhuma atitude com relação ao Evanderly. “Pra mim, ela não acreditava que ele pudesse fazer mal a ela,” disse a testemunha.

10h15 – “Eu acredito que ele não aceitava a separação do casal”, disse a testemunha à promotoria.

10h08 – Ainda conforme a 2ª testemunha, no momento da conversa, a juíza disse que não entendia o teor da discussão, já que eles estavam separados.

10h02 – A testemunha responde a promotoria que não houve outro homem na residência da juíza.

9h45 – A testemunha relatou que a mãe da juíza ligou para ela porque estava com medo dos ânimos estarem exaltados. Na ocasião, 20 minutos após o inÍcio da conversa entre Glauciane e Evarnderly a assessora disse ter procurado o policial militar de plantão no Fórum, informando que havia uma discussão entre os dois, segundo a assessora, o policial respondeu informado que Evanderly não estava proibido de entrar no Fórum.

9h36 – Entra no plenário a 2ª testemunha, E. D. S. M, assessora da juíza Glauciane desde fevereiro de 2013.

“Nós (assessores) ficávamos em uma sala lateral que dava acesso a sala de audiências onde ficava a juíza. Eu tinha visão completa do local que dava acesso à sala de audiências onde ficava a juíza, vi quando o réu chegou e ele falava do fim do relacionamento deles. A doutora ligou para mãe dela, colocou o celular no viva voz e a mãe falou pra eles seguirem a vida deles.”

9h30 – O juiz questiona se os jurados tem alguma pergunta e diante da negativa de todos, termina o depoimento da testemunha.

9h29 – A defesa apenas pergunta a testemunha o nome da cachorrinha da Glauciane, onde a mesma relata ser Odara.

9h24 – Em 2003, foi feito um Boletim de Ocorrência (BO), após os cabos dos freios do carro de Glauciane terem sido cortados, segundo relatou a mãe ao promotor.

Evanderly permanece o tempo todo de cabeça baixa - FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT
Evanderly permanece o tempo todo de cabeça baixa – FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT

9h18 – “Ele sempre tentava reatar com ela,” disse a testemunha.

9h17 – Em janeiro de 2013, segundo depoimento da testemunha, os dois entraram em um acordo para a separação.

9h14 – De acordo com a mãe, Glauciane era formada em Letras e posteriormente, formou-se em Direito.

9h11 – A mãe relatou que um mês antes do crime, Evanderly chegou a abordar a juíza enquanto ela caminhava e fez ameaças a Glauciane.

8h58 – A primeira testemunha é Maria Lurdes Chaves de Melo, mãe da juíza Glauciane, relatou ao juiz que estava morando com a filha, na cidade de Alto Taquari após a separação de Glauciane e Evanderly. Ela relatou que antes do crime, por volta das 10h30, a filha teria ligado informando que Evanderly estava no fórum e estaria muito alterado falando que havia um homem dormindo na casa de Glauciane. A testemunha ainda disse que a filha pediu para que a mãe explicasse ao acusado que não era verdade, porém Evanderly disse que ela estava acobertando o caso.

Evanderly recebe orientações de seu advogado - Foto: Varlei Cordova / AGORA MT
Evanderly recebe orientações de seu advogado – Foto: Varlei Cordova / AGORA MT

8h55- Evanderly é retirado para entrada da 1ª testemunha.

8h40 – Breve intervalo para começar o julgamento.

8h36 – Juramento dos jurados.

8h32 – Sete pessoas são convocadas para ocupar o júri popular.

8h27 – Sorteio dos jurados.

Evanderly entra para ser julgado - FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT
Evanderly entra para ser julgado – FOTO: Varlei Cordova / AGORA MT

8h25 – Entrada do acusado Evanderly de Oliveira Lima no auditório do Fórum.

8h21 – O juiz Carlos Augusto Ferrari confere a urna com os nomes dos jurados.

8h04 – Chamada do Júri Popular.

Início do Julgamento - Foto: Varlei Cordova / AGORA MT
Início do Julgamento – Foto: Varlei Cordova / AGORA MT

8h – O julgamento do enfermeiro Evanderly de Oliveira Lima, 45 anos deve iniciar em instantes no Fórum de Alto Araguaia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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