Foto: José Antônio Araújo / AGORA MT
Identificação do acusado – Foto: José Antônio Araújo / AGORA MT

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) prendeu na noite deste último domingo (19), o motorista Carlos Santana Siqueira, 38 anos, ele foi abordado em sua caminhonete quando trafegava pela BR 070, a abordagem foi realizada no perímetro urbano de Primavera do Leste.

Carlos Santana foi levado para a Delegacia de Roubos e Furtos, segundo a Polícia, ele é considerado um homem extremamente perigoso. Ele teria participação no maior furto de carga já registrado no Brasil, foram 24 milhões em equipamentos, caso não houvesse a intervenção da polícia seriam revertidos na aquisição de fuzis para abastecer as favelas do Rio de Janeiro.

Conforme as investigações, ele já estava sendo procurado pela Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (DECO).

Em conversa com a equipe de reportagem do site AGORA MT, Carlos Santana, que é natural do Rio de Janeiro (RJ), negou participação nas ações criminosas. Ele ainda reclamou do local onde estava detido, considerou uma das celas da Delegacia de Roubos e Furtos de Primavera, como um lixo e falou que vai processar o estado.

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Nesta manhã de segunda-feira (20), Carlos Santana será  encaminhado a Cadeia Pública de Primavera e depois será recambiado para um presidio de segurança máxima do estado de Mato Grosso.

Organização criminosa

A ação teve desdobramentos e investigações nos estados Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais na 1ª fase da Operação Projeção concluída em Campo Grande (MS), que terminou com a prisão de outros três integrantes da quadrilha, os mesmos detidos em Espirito Santo e transferidos para um presidio de segurança máxima da capital.

Segundo informações da polícia, cinco aguardam deliberação da justiça para terem suas prisões decretadas, sendo que uma autoridade importante de San Juan Caballero e um funcionário público brasileiro do setor de segurança estão entre os envolvidos.

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As investigações apontam que a organização criminosa agia há pelo menos dois anos no país, a intenção dos bandidos era levar a carga de forma fracionada para um receptor no Paraguai. Lá, essa carga seria adulterada e voltaria ser vendida no Brasil e todo dinheiro seria investido em armas pesadas, que segundo os acusados, abasteceriam as favelas do RJ.

Durante a operação, sete carretas avaliadas em aproximadamente R$1 milhão e 3 veículos de passeio também foram recuperados.

Os nove criminosos foram indiciados pelos crimes de receptação, falsidade ideológica, uso de documento falso.

De acordo com a delegada do DECO, Delegacia Especializada de combate ao crime organizado, Ana Cláudia Medina, pela associação criminosa, cada integrante pode pegar 15 anos de prisão.

Já foram presos, Antônio Cláudio Correa de Sousa 37 anos, Célio Andrade Barcelos de 36 anos e Luiz Cezar Andrade Barcelos também de 36 anos.

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