A intensa valorização do dólar americano nos últimos meses está fazendo os brasileiros interessados em aprender inglês no exterior procurarem alternativas aos Estados Unidos como local de destino. África do Sul, Nova Zelândia, Irlanda, Canadá, Austrália e Ilha de Malta, no sul da Itália, estão entre os países redescobertos pelos estudantes devido ao câmbio e ao custo de vida mais econômico.

Natalia Secchin, 22 anos, mora e estuda no Espírito Santo e queria aproveitar parte de de suas férias de julho para ir a Nova York, nos EUA. Em meio aos planejamentos de sua primeira viagem internacional, a aluna do quinto ano de engenharia química se deparou com passagens e estadias caras.

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— Acabei percebendo que pagaria praticamente a mesma coisa para ir à Europa. Depois, vi que fazer um intercâmbio de um mês lá sairia pelo mesmo preço de fazer uma viagem de duas semanas (aos EUA).

A cogitou propostas de escolas em outros países, como Canadá e Inglaterra. Nada ficou mais em conta do que um mês de aulas, com hospedagem e uso livre de espaços de lazer na Ilha de Malta, por 1.045 euros (R$ 3.574).

— Vi o preço baixo do intercâmbio, mas não conhecia Malta. Daí passei a fazer pesquisas na internet e descobri que lá é uma colônia britânica, que tem o inglês como segunda língua oficial. Fiquei apaixonada pelas fotos das praias e pelo fato de ficar perto da Itália, que é o país de onde a minha família veio. Vou poder ir visitar outros países da Europa, devido à proximidade.

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Novos roteiros velhos

A empresa de educação internacional EF Education First, com sede em São Paulo, ranqueou os países mais procurados pelos estudantes para aprender ou aperfeiçoar o inglês. No primeiro trimestre deste ano, as nações e cidades mais procuradas foram Malta, África do Sul (Cidade do Cabo), Canadá (Toronto), Inglaterra (Bristol) e Estados Unidos (Chicago), nessa ordem.

Já no primeiro semestre de 2014, os locais mais procurados haviam sido Canadá (Vancouver), Estados Unidos (Nova York), Estados Unidos (Chicago), Austrália (Sidney) e Inglaterra (Londres).

O diretor de relações institucionais da empresa, Luciano Timm, explicou a mudança.

— As pessoas passaram a redescobrir Malta, porque esse é um destino europeu de língua inglesa que opera com uma moeda [euro] que valorizou em 8%, frente aos 20% do dólar americano […] O país já foi de grande interesse dos intercambistas brasileiros em 2008, quando o real também sofreu uma desvalorização.

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