Everaldo dos Santos foi condenado a 23 anos de reclusão e seis meses de detenção - Foto: reprodução
Everaldo dos Santos foi condenado a 23 anos de reclusão e seis meses de detenção – Foto: reprodução

O motorista de caminhão, Everaldo dos Santos da Silva foi condenado a 23 anos de reclusão e seis meses de detenção, por homicídio duplamente qualificado praticado contra a jovem Andressa Helen Antunes Cabral, de apenas 17 anos. A tese foi defendida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE-MT). O julgamento aconteceu nesta terça-feira (31), em São José do Quatro Marcos (544 Km de Rondonópolis).

O réu também foi condenado por oferecimento casual de drogas para consumo, corrupção de menores, estupro qualificado, furto e ocultação de cadáver.

ENTENDA O CASO

Andressa Cabral foi asfixiada- Foto: reprodução
Andressa Cabral foi asfixiada- Foto: reprodução

Conforme a denúncia do MP, os crimes ocorreram no dia 29 de setembro de 2013, por volta das 3h30 da manhã. Em passagem pela cidade, o réu foi a um show musical quando conheceu a vítima, convidando-a para saírem do local a bordo de um caminhão Volvo.

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Dentro da cabine do caminhão, os dois ingeriram bebidas alcoólicas e, em determinado momento, Everaldo passou a fazer uso de substância entorpecente do tipo cocaína e, diante da curiosidade despertada na menor, o implicado cedeu um pouco da droga à adolescente. A partir daí, o motorista conduziu o referido veículo na Rodovia MT 248.

Em seguida o suspeito tentou manter relações sexuais com a adolescente que recusou. Diante disso ele forçou sexo com a vítima e com as mãos matou-a asfixiada. “O réu matou a jovem mediante asfixia mecânica, apertando violentamente o seu pescoço com as mãos até que ocorresse a morte”, descreveu o promotor de Justiça.

O caminhoneiro ainda manteve o cadáver por cerca de cinco horas dentro da cabine do caminhão, até que resolveu ocultá-lo, na localidade conhecida como “Serra do Cacho”, à beira da estrada.

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O corpo da vítima foi localizado depois de um mês de seu desaparecimento, graças ao rastreamento do caminhão. O juiz Antonio Carlos Pereira de Sousa Júnior negou ao réu o direito de recorrer da sentença em liberdade.

 

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