Na Páscoa, o chocolate está presente na mesa dos brasileiros. De acordo com o endocrinologista do Lavoisier Medicina Diagnóstica Mauro Scharf, o consumo moderado desta iguaria pode trazer vários benefícios nutricionais, já que o alimento, principalmente nas versões amargas, é fonte de nutrientes como cálcio, fósforo, proteínas e outros minerais necessários ao organismo e ajuda a prevenir doenças cardiovasculares.

Outro benefício do chocolate é que ele é fonte de antioxidantes, que combatem os radicais livres e ajudam a diminuir o colesterol.
A nutricionista do Hospital São Luiz Morumbi, Camila Giacomini, explica que além de ter um sabor agradável, o chocolate estimula a produção da serotonina, neurotransmissor que melhora o humor e traz a sensação de bem-estar e prazer.

— Entre os benefícios do produto, o mais estudado é o efeito protetor de doenças cardiovasculares devido à presença de flavonoides no cacau. Eles melhoram o fluxo sanguíneo, ajudam na prevenção de coágulos, auxiliam no combate aos radicais livres, o que retarda o envelhecimento precoce.
A nutricionista relata ainda que há estudos ainda envolvendo melhora da sensibilidade à insulina e controle da pressão arterial.

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Para o endocrinologista, embora os pequenos também gostem do doce, ele deve ser evitado por crianças com menos de um ano. O abuso do consumo pode causar diarreia e mal estar, levando à necessidade de suspensão imediata do chocolate e hidratação com líquidos.

— Sintomas como coriza, urticária, tosse seca e mal estar devem ser monitorados para alertar sobre o limite da ingestão. Se houver desidratação, deve-se procurar um hospital.
O médico também alerta que os pais também devem se atentar às possíveis alergias que os filhos possam ter a ingredientes do chocolate. Aqueles que têm intolerância à lactose, por exemplo, podem procurar ovos de chocolate amargo e meio amargo. Os diabéticos podem recorrer aos chocolates diet.

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— O consumo deve ser bem moderado porque ele tem uma quantidade de gordura maior do que o ovo de chocolate tradicional.
Scharf afirma que crianças com diabetes tipo 1 devem ter uma atenção redobrada. A terapia de contagem de carboidratos permite a ingestão de açúcar, mas a pessoa tem que ser treinada pelo médico ou de preferência por uma nutricionista especializada no assunto.

— O excesso de açúcar do chocolate em diabéticos tipo 1 pode induzir a um quadro conhecido como cetoacidose diabética, com altíssimas taxas de glicemia, desidratação e até eventual necessidade de internação.

Entretanto, o especialista também alerta para os excessos e diz que o consumo não deve ultrapassar as 30 gramas diárias.

— Embora seja rico em nutrientes, o consumo do chocolate deve ser moderado porque pode provocar ganho de peso e distúrbios gastrointestinais como diarreia, náuseas e vômitos.

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Porém, as vantagens não são as mesmas para todas as variedades de chocolate. Entenda o benefício de cada tipo de chocolate:

– Chocolate branco: não possui cacau, apresenta um teor maior de açúcar e gorduras, logo perde os benefícios presentes no cacau;

– Chocolate ao leite: possui cacau na composição, mas em menor quantidade em comparação ao amargo;

– Chocolate sem lactose: tem apenas indicação para pacientes com intolerância à lactose, sem nenhum outro benefício associado;

– Chocolate diet: é restrito de açúcar, indicado para pacientes diabéticos, no entanto deve-se tomar cuidado, pois para melhorar a palatabilidade algumas marcas adicionam uma quantidade maior de gorduras, o que restringe também seu consumo.

– Chocolate amargo: é o mais recomendado, uma vez que possui menos gorduras e açúcares, além de ser uma rica fonte de flavonoides.

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