Evanderly não nega a autoria do crime - FOTO: Varlei Cordova / AGORAMT
Evanderly não nega a autoria do crime – FOTO: Varlei Cordova / AGORAMT

O julgamento do enfermeiro, Evanderly de Oliveira Lima, acusado de matar a sua ex-mulher, a juíza Glauciane Chaves de Melo, está acontecendo desde às 8h, desta terça-feira (28), no Fórum de Alto Araguaia. Após a pausa para o almoço, Evandely iniciou o seu depoimento ao juíz Carlos Augusto Ferrari.

O enfermeiro começou contando sobre o fim de seu relacionamento com a magistrada que durou 8 anos dizendo que ele sabia que Glauciane teria um relacionamento com outra pessoa. “Desde dezembro de 2012, começamos a dormir em quartos separados onde ela ficava com a porta fechada e sempre no celular. Eu tinha indícios da traição dela, mas não tinha como provar”, diz.

O casal havia vindo juntos de Uberlândia para Alto Taquari para ela assumir a vaga de juíza. Evanderly revelou que ele já tinha a arma desde de Uberlândia e que a juíza já tinha ciência disso. “Pra onde eu ia eu levava essa arma… Pra minha defesa.”

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No depoimento ele afirma que após a separação, a juíza assumiu para ele que tinha outra pessoa, mas que não foi embora da cidade após a separação porque acreditava que poderia reatar com a magistrada.

Ele contou que no dia do crime, 7 de junho de 2013, foi até o Fórum para ver Glauciane. “Fui ao Fórum, porque tinha muito tempo que eu não a via. Perguntei ao guarda se ela estava em audiência e ele disse que não e que eu poderia entrar. Fui bem recebido por ela, porém após o telefone tocar por várias vezes, nós começamos a discutir”, alega.

No encontro, segundo Evanderly, Glauciane teria confessado que mantinha um caso quando eles ainda eram casados. “Ela disse: ‘desde setembro nós começamos e agora estamos firmes’. Ai ela me chamou de gigolô e disse que não aguentava mais me sustentar e afirmou de novo que estava com outra pessoa. Daí eu perdi a cabeça e peguei a arma e atirei duas vezes”.

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O juiz questionou ao réu se no momento dos disparos, a vítima estava de costas. “Ela estava de lado. Quando ela viu a arma ela só tentou entrar na sala ao lado. Acho que fiz isso porque ela me rebaixou, eu me senti inútil”, afirma.

Apesar do crime, o enfermeiro contou que sente a falta da magistrada. “Sinto falta do jeito dela e a pior prisão hoje é a sentimental,” relatou o acusado.

Evanderly encerrou o depoimento com o pedido de perdão a família. “Quero pedir perdão a família, estou aqui para pagar o que eu fiz, vou pagar a pena. Eu sei que elas estão sofrendo muito com a falta dela, eu também sinto. Queria que elas me perdoassem e não guardassem mágoa no coração,” finalizou.

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Acompanhe o julgamento (aqui)

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