Reunião com os vereadores - Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT
Reunião com os vereadores – Foto: Ronaldo Teixeira / AGORA MT

Os proprietários e gestores de supermercados juntamente com o Sindicado do Comércio Varejista de Rondonópolis e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) se reuniram na manhã desta terça-feira (07) na Câmara Municipal para pedir apoio aos vereadores em relação a Lei que limita o tempo de espera nas filas.

A Lei obriga supermercados, hipermercados e atacadistas a atender os clientes nos caixas de pagamento em até 15 minutos de segunda a domingo e, em até 20 minutos, nas vésperas de feriados, porém, os empresários alegam que o tempo não é o suficiente. “É humanamente impossível atender durante esse tempo. Como que vai passar dois ou três carrinhos de compras em 15, 20 minutos?” explica o presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Almir Batista de Santana.

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Os comerciantes estão se sentindo pressionados com a quantidade de reclamações e multas diárias implantadas pela Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). “Essa pressão está se tornando opressão” ressalta presidente da CDL, Neles Walter.

O coordenador local do Procon, Juca Lemos, afirma que diariamente recebe inúmeras reclamações dos consumidores que aguardam incansavelmente nas filas dos mercados atacadista. “Acho uma falta de respeito, um abuso o que os mercados de atacados da cidade faz com os clientes. Estou com os ouvidos queimando de tantas reclamações” desabafa Juca.

A autoria do projeto de Lei pertence ao vereador Thiago Silva (PMDB), que afirma ter recebido muitas reclamações de populares que alegam aguardar mais de 1 hora nas filas. “São muitas as reclamações dos consumidores em relação às filas dos caixas de estabelecimentos comerciais, pois o tempo de espera nessas filas é rotineiramente excessivo. Teremos que criar um mecanismo para facilitar o atendimento” pontua Thiago.

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Outro ponto a ser analisado conforme Neles Walter é em relação do aumento da demanda nos atacados após o fechamento do supermercado Big Master. “A demanda já estava grande e aumentou ainda mais. Mesmo com o caixa rápido não está dando para atender no tempo estipulado. Os clientes do big Master migraram para outros estabelecimentos. Acredito que o tempo seja curto para demanda”.

Durante a reunião o presidente da casa de Leis, vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira “Fulô” (PDMB), se comprometeu a analisar a situação. “Teremos que alterar a Lei em forma de agradar a todos” finaliza o presidente.

O não cumprimento da lei gera multa de R$ 1.000,00 e em caso de uma reincidência o valor da multa é dobrado. Se houver uma terceira reincidência o estabelecimento poderá ter o alvará suspenso por 30 dias.

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“Nós atenderemos o que for aprovado pela Casa de Leis, o que a Câmara aprovar, iremos respeitar” finaliza Juca Lemos.

 

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