A dependência química, seja ela qual for, é um problema que pode atingir qualquer pessoa, independente da idade, gênero e classe social. Pensando nisso, a proposta desta semana é fazer uma breve reflexão sobre a dependência química e sobre como a análise do comportamento compreende tal fenômeno.

Há muito preconceito contra pessoas que abusam de substâncias (adictas). Entretanto, a análise do comportamento entende a dependência como determinada pela aprendizagem, a qual surge das relações entre o indivíduo e seu ambiente e não como uma patologia. As primeiras experiências podem começar na adolescência e se estender por toda a vida. É comum que pessoas que possuam poucas fontes de prazer (reforçadoras) estejam mais propícias a ter uma dependência química mais severa.

Os comportamentos associados ao consumo de substâncias entorpecentes seguem os mesmos princípios gerais dos comportamentos ditos ‘normais’.  Castro (2004) entende a adicção (dependência química) como um funcionamento mal adaptativo de comportamento, um hábito hiper aprendido que causa consequência danosa à pessoa. Porém, estes comportamentos podem ser analisados e modificados por meio do estudo dos seus determinantes, incluindo antecedentes situacionais e ambientais, regras e expectativas, história familiar individual e experiências de aprendizado anteriores com a substância em questão.

Essa é uma prática complexa que exige do terapeuta uma análise funcional bem específica sobre o abuso de substâncias. Quando a pessoa começar a fracassar no cumprimento de obrigações, faltar compromissos importantes, e gradualmente vai tendo problemas legais, sociais e interpessoais, é sinal que o abuso já evoluiu para uma dependência mais grave. Importante procurar um acompanhamento profissional o mais rápido possível.

Referência:

CASTRO, V. Dependência Química – Prevenção de recaída Contribuições da terapia cognitiva Comportamental. Sobre comportamento e cognição: Vol. 13. Contingências e metacontingências: Contextos sócioverbais e o comportamento do terapeuta. Santo André: Esetec, 2004.

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