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O estudo apontou que os pais se preocupam mais em ter uma vida saudável – Foto: Reprodução

Apesar de mudar completamente a rotina, a chegada de um filho não só traz alegria, como também pode ajudar na saúde física dos pais. Um estudo realizado pela Universidade de Aarhus, na Dinamarca, mostra que pessoas que têm filhos apresentam risco menor de morrer prematuramente do que aquelas que ainda não se tornaram pais.família feliz

Ainda conforme o estudo que foi publicado no periódico Journal of Epidemiology and Community Health, casais que optaram pela adoção reduziram em 50% o risco de ter distúrbios mentais.

A pesquisa foi realizada na Dinamarca e se baseou em 21.276 casais que não tinham filhos, mas que estavam em tratamento de fertilização em vitro. Entre 1994 e 2005, 15.210 casais que participaram do estudo se tornaram pais biológicos e 1.564 escolheram adotar um filho.

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“A taxa de morte por acidente, doença circulatória ou câncer foi até quatro vezes menor entre mulheres que deram à luz e 50% menor entre as que adotaram em comparação com as que não tiveram filhos e duas vezes menor entre homens que se tornaram pais, biológicos ou adotivos”, disse Esben Agerbo, um dos autores do estudo.

A estudante de psicologia, Licia Mary e os dois filhos - Foto: Arquivo Pessoal
A estudante de psicologia, Licia Mary e os dois filhos – Foto: Arquivo Pessoal

Em Rondonópolis, a estudante de psicologia, Licia Mary Leandra, explicou a nossa reportagem que após ser mãe, ela mudou alguns hábitos, como a questão da alimentação e passou a praticar mais atividades. “Com a chegada dos filhos, eu comecei a me preocupar com todas as refeições, que antes eram ignoradas. Para sair um pouco do sedentarismo, fazemos passeios e atividades, em locais como horto ou cais,” relatou.

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Segundo Esben Agerbo, essa seria a explicação do risco de morte prematura ser menor em pessoas que tem filhos. “Os solteiros levam um estilo de vida com maiores riscos e talvez por isso, a taxa de mortalidade diminui quando se tornam pais.  O estudo apontou que os pais se preocupam mais em ter uma vida saudável e que mortes por doenças circulatórias também ocorrem mais entre pessoas sem filhos”, concluiu.

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