Ameaçando sair da Fórmula 1 nas últimas semanas, a Red Bull teve de engolir uma humilhação no GP da Malásia e revive uma situação pela qual não passava desde 2008: está atrás de sua equipe B, a Toro Rosso.

Isso, depois de Max Verstappen, sétimo, e Carlos Sainz, oitavo, chegarem à frente da dupla do time principal, Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat. Trata-se de um feito na história da equipe, cuja origem é a nanica Minardi, desde que começou a produzir seus próprios carros.

Todas as outras vezes em que ambas as Toro Rosso superaram as Red Bull aconteceram quando o alemão Sebastian Vettel estava no time italiano, no GP da China de 2007, da Hungria de 2008 e da Bélgica no mesmo ano.

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Porém, naquela época, a Toro Rosso era projetada por Adrian Newey, o mesmo da Red Bull, e usava um motor Ferrari. A partir de 2010, contudo, a equipe passou a fazer seus próprios carros e nunca mais chegou a ameaçar o time principal, que se tornaria tetracampeão do mundo.

Mas a ex-Minardi, que foi comprada pela fábrica austríaca no final de 2005, quer mais. O chefe do time, Franz Tost, tenta atrair a insatisfeita Renault para se afastar da Red Bull e se tornar equipe de fábrica da marca francesa. “Seria uma oportunidade fantástica para a Toro Rosso dar um passo adiante porque a equipe quer se estabelecer entre os cinco melhores no futuro e ser comandada por um fabricante de motores seria exatamente do que o time precisa”, disse Tost após a Renault demonstrar interesse em voltar a ter equipe própria.

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Honda humilhada
Não é a primeira vez que o time B consegue resultados melhores que o time A nos últimos anos. A Super Aguri, mesmo com orçamento baixo e usando carros ultrapassados, chegou a andar na frente da rica Honda há 10 anos.

A equipe foi fundada para que o japonês Takuma Sato, apoiado pela Honda, pudesse andar na Fórmula 1. E seu primeiro ano, em 2006, o time usou uma Arrows de 2002 e brigava com a Minardi e a Skyper – hoje Force India – no fundo do pelotão.

Mas seu ano de glórias seria o seguinte. Em 2007, a Super Aguri chegou a ficar ameaçada de não participar do campeonato, pois seu carro não conseguia passar pelos testes de impacto. O time conseguiu se reerguer e terminou por quatro vezes na frente da melhor Honda com pelo menos um carro, sendo a performance mais impressionante a do GP do Canadá, quando Sato foi o sexto, com direito a ultrapassagem por fora em Fernando Alonso, então na McLaren. O japonês também tinha se classificado à frente dos carros da Honda.

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O time terminou o campeonato atrás da Honda, mas por pouco: marcou 4 pontos contra 6 da equipe de fábrica.

O sucesso não foi bem visto pela Honda, que se dedicou a dificultar a sobrevivência do time. O então chefe do time japonês, Nick Fry, chegou a impedir a entrada dos caminhões da equipe no GP da Turquia de 2008. Pouco tempo depois, a Super Aguri anunciava que encerrara suas atividades.

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