Ambulância de Alto Taquari - Foto: você repórter
Momento em que a ambulância de Rondonópolis chegou para fazer a remoção do paciente  – Foto: você repórter

 

A população de Alto Taquari tem sofrido com as deficiências do setor da Saúde como a falta de médicos, de ambulância e a má qualidade no atendimento de alguns profissionais.  O site AGORA MT recebeu várias denúncias de pacientes que precisaram utilizar o serviço na cidade e que saíram insatisfeitos com o atendimento prestado.

O caso mais grave ocorreu de ontem (04) para hoje (5), quando uma vítima de acidente deu entrada no Hospital Municipal em estado grave e precisava ser removido com urgência para outra cidade, mas não pode por falta de uma ambulância adequada.

Uma fonte do AGORA MT, informou que a vítima passou a noite inteira com muitas dores aguardando a chegada de uma ambulância que viria de Rondonópolis (cerca de 275 km de Alto Taquari) e que só chegou na manhã do dia seguinte. “Desde às 23h de ontem, um rapaz todo quebrado, quase morrendo esperando uma ambulância que só chegou no outro dia, porque teve que vir de Rondonópolis”, desabafa a fonte que por medo de represália preferiu não se identificar.

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A fonte relatou ainda que mesmo o município tendo três ambulâncias, esse problema com a falta desses veículos, tem sido frequente, mas o que muda são as desculpas. “Tem vez que alegam que as ambulâncias estão sem documento ou que estão inadequadas para fazer o transporte e as vezes não tem motoristas”, relata.

Dois pacientes que estiveram na semana passada no Hospital Municipal, denunciaram a reportagem do AGORA MT sobre a falta de profissional no local. O 1º paciente que foi diagnosticado com dengue disse que aguardou por várias horas para ser atendido por um médico, porém depois de um longo período foi informado para retornar outro dia, pois não havia médico para atendê-lo.

Ainda na mesma semana, uma funcionária pública foi até o Hospital para aferir a pressão, pois sofre de doenças crônicas, mas foi informada que não havia nenhuma enfermeira no Hospital, já que estavam em horário de almoço. “Só depois de reclamar para a secretária de Saúde que uma enfermeira apareceu para me atender”, relata a funcionária pública.

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Outro fato que aconteceu na cidade semana passada, foi quando uma professora denunciou em sua rede social, a indignação quanto a falta de atendimento de uma enfermeira. A professora relatou que uma menina desmaiou na escola e que por isso foi chamada a ambulância para prestar o socorro.

No veículo estavam um motorista e a enfermeira Elise Schmidt que segundo a professora se negou a acompanhar a menina até o Hospital. A enfermeira ficou aguardando o retorno do motorista da ambulância do lado de fora da escola.

relato
Relato publicado pela professora na rede social

E O LEGISLATIVO?

O vereador Nego do Park (PDT), vice-presidente da comissão de Educação, Saúde e Assistência Social da Câmara Municipal, revela que já tem conhecimento sobre o assunto. “Nós ouvimos muitas reclamações diariamente da população em relação a saúde do município. O que podemos fazer é lutar para que o executivo tome alguma atitude” argumenta o vereador.

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OUTRO LADO

Sobre a falta de ambulância que teve que vir de fora para levar o paciente, a Secretária de Saúde de Alto Taquari, Deise Juliana, afirmou que os equipamentos da UTI móvel estão passando por manutenção, mas que em nenhum momento deixaram de prestar socorro.

Em relação ao caso da enfermeira, a secretária alegou que não recebeu nenhuma informação formal a respeito e que por isso não tomou nenhuma providência.

Já sobre a falta de profissionais, a secretária relatou, que o município possui 7 médicos e que esse número é suficiente para atender a demanda.

No Hospital Municipal que é gerido pela Fundação Municipal de Saúde, a FUNSAT, é obrigatório ter médico 24h para fazer o atendimento.

A reportagem procurou a enfermeira Elise Schmidt, que é lotada no PSF 13 Pontos, para ela dar a sua versão sobre os fatos, mas ela não quis se manifestar sobre o assunto no momento.

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