A surpresa do Campeonato Mato-Grossense este ano foi o Rondonópolis. O time mais novo, em comparação aos grandes União e Vila Aurora parece ter roubado a vaga de potência do sul do estado. Com salários pagos em dia e sem nenhum patrocinador, a expectativa era conquistar a vaga na Série D e Copa do Brasil. Neste ano, o Leão chegou à semifinal do estadual pela primeira vez na história, e para o presidente do time, Francisco Marino, este feito não foi nenhuma surpresa.

– Eu tinha a pretensão de chegar a semifinal e até mais longe. Contratei 18 jogadores, principalmente de São Paulo e Paraná para o estadual e paguei todos em dia. Na terça-feira os jogadores já tinham ido embora. Pelo que eu conversei com o restante dos presidentes dos clubes, a nossa folha salarial de R$ 70 mil era uma das maiores dentre os dez times do campeonato – revelou o presidente por telefone, ao GloboEsporte.com.

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Na primeira fase a equipe somou nove pontos em oito jogos, e se classificou na terceira posição do grupo B, em que também avançaram Cuiabá e Dom Bosco. Na segunda fase o time rondonopolitano garantiu uma das vagas à semifinal, por fazer a terceira melhor campanha com dez pontos.

Para Marino, a partida que representou a queda do time foi na quinta rodada da segunda fase contra o Operário Várzea-Grandense, na Arena Pantanal. Jogo em que o REC empatava até o último minuto, quando o árbitro Rodrigo da Fonseca Silva marcou um pênalti para o Tricolor.

– Depois daquele gol de pênalti mal marcado para o Operário, o nosso time desestruturou emocionalmente. Na reta final nosso time caiu muito de produção. Porque começamos bem a segunda fase, mas após aquela partida a perda de rendimento foi visível – lamentou.

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O REC perdeu os dois jogos da semifinal para o Cuiabá. A primeira derrota foi em Rondonópolis por 2 a 0, e depois fora de casa por 3 a 0, e foi eliminado da competição.

– Não vou questionar a superioridade do Cuiabá nos dois jogos da semifinal, mas eles não tinham toda aquela superioridade, tanto que na primeira fase empatamos os dois jogos em 0 a 0, e no primeiro jogo no Dutrinha, não vencemos porque o bandeira anulou um gol legítimo nosso.

O presidente assumiu ainda que o Rondonópolis só disputará a Copa Mato Grosso, sem data definida para começar, se houver algum apoio.

– Daqui para frente eu só vou continuar com o profissional, se eu tiver patrocínio. Não vou mais tocar sozinho. Tenho um apoio quase fechado, vamos ver se concretiza. Não dando certo, ficarei somente com as categorias de base – finalizou Marino.

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