As principais dificuldades dos prefeitos para gerir a Saúde municipal foram apresentadas nesta terça-feira (5) ao secretário de estado de Saúde, Marco Bertúlio, que realizou um atendimento a gestores na sede da Associação Mato-grossense dos Municípios. A agenda com os prefeitos foi articulada pelo presidente da AMM, Neurilan Fraga, visando facilitar o acesso dos gestores ao titular da pasta estadual. Prefeitos e secretários municipais de Saúde foram atendidos, conforme agendamento prévio.

O presidente da AMM disse que os municípios enfrentam inúmeras dificuldades para administrar o setor, que requer investimentos constantes do poder público. “Entre as principais demandas estão ambulâncias, regulação de vagas de média e alta complexidade, exames, consultas, cirurgias, entre outras necessidades”, assinalou.

O secretário Marco Bertúlio destacou a importância dos atendimentos para ouvir os gestores e contribuir com a gestão da saúde em Mato Grosso. Bertúlio frisou que a intenção é construir alternativas em conjunto para solucionar os problemas dos municípios.

Leia também:  Seduc vai avisar os pais por meio de SMS quando alunos faltarem à aula

A prefeita de Sapezal, Ilma Grisoste Barbosa, disse que a judicialização da saúde é um dos principais problemas enfrentados pela gestão municipal. Ela ressaltou que o município é constantemente acionado judicialmente para realizar atendimentos que são de responsabilidade do estado. A prefeitura gasta anualmente de R$ 500 mil a R$ 600 mil para atendimento a essas demandas, que incluem cirurgia de alta complexidade, entre outros procedimentos. “Estamos aqui para achar uma solução para esse gargalo que está prejudicando o município”, afirmou.

O prefeito de Alto Garças, Cezalpino Mendes Teixeira Júnior, afirmou que ainda há recursos a receber do estado, o que prejudica o atendimento à população. Além disso, ele ressaltou a dificuldade de atendimento no hospital regional de Rondonópolis, que atende pacientes de Alto Garças e de outras cidades da região. “Entre as principais dificuldades estão a realização de cirurgia, internação e agendamentos”, assinalou.

Leia também:  Governo inaugura a 15ª escola estadual deste ano em Alto Taquari

O vice-prefeito de Brasnorte e secretário de Saúde da cidade, Nilson Júnior, propôs a Marco Bertúlio uma parceria para que o estado ajude a manter o hospital do município, que possui 31 leitos e atende cerca de três mil pessoas mensalmente. A unidade recebe R$ 69 mil do ministério da Saúde, porém os gastos giram em torno de R$ 550 mil mensais. “O complemento para manter o hospital é feito com recursos próprios”, afirmou. O secretário também frisou a dificuldade para contratação de médicos, pois apesar da alta remuneração oferecida, poucos se interessam em atuar no interior do estado.

O próximo atendimento do secretário Marco Bertúlio na AMM será no dia 19 de maio. Os gestores vão se reunir com o titular estadual da pasta duas vezes por mês, na Associação, sendo na primeira e terceira terça-feira de cada mês. Mesmo com a programação definida, o secretário Bertúlio não vai deixar de atender os prefeitos fora do cronograma, caso haja alguma excepcionalidade.

Leia também:  Polícia capacita pais e ex-dependentes químicos em MT

Nesta terça-feira o secretário Bertúlio estava acompanhado pela superintendente de Atenção à Saúde, Marineze Moura, e pela assessora especial Silvana Kruger.

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.