A história do desempenho do revezamento 4×400 m masculino do Brasil aponta para uma nítida evolução. A primeira vez que o Brasil disputou uma final no Campeonato Mundial de Atletismo foi em 2001 em Edmonton, no Canadá, quando terminou na quinta colocação. A equipe voltou a final em 2013, quando o quarteto formado por Anderson Henriques, Hugo de Souza, Wagner Cardoso e Pedro Burmann terminou em oitavo lugar. Em Olimpíadas, o Brasil obteve um quinto lugar em Moscou 1980 e a quarta posição em Barcelona 1992.

Em 2014, na primeira edição do Mundial de Revezamentos, o Brasil não só foi finalista como também conquistou uma vaga para disputar o Campeonato Mundial de Atletismo de Pequim, em agosto. De volta à Nassau para a segunda edição da competição, no próximo fim de semana, dias 2 e 3 de maio, mais uma vez, Hugo, Wagner, Pedro, Jonathan e Hederson Estefani brigarão por um lugar na final, para assim garantir a classificação para os Jogos Olímpicos do Rio. Anderson machucou o pé na última semana de campings nos Estados Unidos e os treinadores decidiram que ele não correrá em Nassau.

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Mesmo sem a presença de Anderson os treinadores, Leonardo Ribas e Evandro Lazari, estão otimistas, tendo em vista o trabalho feito até o momento. “O crescimento do grupo é significativo e ajuda muito o fato estarem juntos há alguns anos”, afirma Evandro. “Eles conseguiram atingir bom aproveitamento nos treinos”, completou Leonardo.

No Mundial de Revezamentos, o Brasil terá pela frente equipes fortes e que trouxeram seus melhores atletas, como o time de Bahamas, campeão olímpico em Londres-2012 e vice-campeão na edição passada, que contará com LaToy Williams, Demetrius Pinder, Chris Brown e Michael Mathieu. Já pelos Estados Unidos vieram David Verburg, Tony McQuay, Kile Clemons, Christian Taylor e LaShawn Merritt, praticamente o mesmo grupo que venceu em 2014. Terceiro no ano passado, Trinidad & Tobago também trouxe suas estrelas: Lalonde Gordon, Renny Quow, Machel Cedenio e Jarrin Solomon, equipe recordista nacional da prova com 2:58.34.

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“Temos que pensar em fazer nossa melhor prova e com isso certamente estaremos na final, mas vamos atingir um nível ainda melhor nas próximas competições, como o PAN e o Mundial de Pequim”, finalizou Leonardo.

4×400 m feminino – Em 2014, quando foi finalista do Mundial de Revezamentos, a equipe feminina quebrou um jejum de nove anos sem estar entre as oito primeiras em Mundiais o quarteto nacional fora finalista em Helsinque 2005.
Para atingir novamente este feito, o grupo precisa correr perto dos seus melhores resultados. “Não há espaço para erros. No ano passado foram 13 equipes na prova, já este ano estão inscritas 19, ou seja, serão três semifinais com apenas dois países se classificando automaticamente”, disse Sanderlei Parrela, treinador do grupo, que tem Geisa Coutinho, Joelma Sousa, Natallia Oliveira da Silva, Jailma Lima, Liliane Fernandes e Cristiane dos Santos Silva.

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O Estádio – O Atletismo é um dos principais esportes de Bahamas e por isso o Estádio Nacional foi batizado com o nome de Thomas A. Robinson, velocista que representou o país em quatro edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, chegando a ser finalista em 1964.

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