Vejamos o que o dicionário nos diz sobre esse conceito: Criatividade é o substantivo feminino com origem no latim creare, que indica a capacidade de criar, produzir ou inventar coisas novas, bem como a capacidade de transformar situações e inovar no modo de agir.

Profissionais criativos são procurados no mercado de trabalho pois possuem habilidade de solucionar problemas ao invés de apenas reclamar deles. Isso não diz respeito apenas as áreas de marketing, design, mas a todas profissões. A criatividade pode ser aplicada para melhorar processos, produtos, tornar a experiência do cliente mais significativa, enfim, todos temos problemas, logo, todos devemos ser criativos.

Quando penso em criatividade, lembro logo das crianças. Gosto de observar como elas criam soluções simples para problemas complexos. Por exemplo, meu primo quando criança estava jogando videogame e o carro dele capotou (no jogo, ufa), virei pra ele e disse: “E agora?” E ele me respondeu: “Agora tem que descapotar!” Simples, objetivo e certeiro. Poderia citar inúmeros outros exemplos dos meus amigos pequeninos, mas o fato é que nós jogamos uma dificuldade e eles trazem a solução em segundos.

Mas por que as crianças são criativas e os adultos geralmente não? Acredito que o primeiro fator é que elas não ocupam a cabeça com inúmeros problemas além do que elas são estimuladas à criatividade quando trabalhos manuais com argila, tintas, massa de modelar e corporais como dança, teatro, mimica e brincadeiras no geral.

A medida que vamos crescendo diminuímos este tipo de atividade, mais do que isso, grande parte das escolas não deixam os jovens criarem, eles apenas devem seguir o que é estabelecido. É a síndrome de Gabriela: aqui é assim e vai ser sempre assim.

Mas acalmem-se! É possível desenvolver a criatividade em qualquer idade, para isso precisamos enxergá-la de modo diferente. Segundo um dos gurus da criatividade Murilo Gun, existem algumas técnicas que podem ajudá-lo:

1. No início do texto citei que criatividade não é apenas criar, mas também inovar em algo já existente, é o que Murilo chama de “combinatividade”, que nada mais é do que combinar duas coisas que já existem. Por exemplo, já tínhamos como enviar mensagens de texto SMS entre celulares, então transformaram o celular em smartphone, alguém teve uma sacada e voilà! Temos um aplicativo para troca de mensagens via internet no celular. Parece bem mais fácil “combinar” do que “criar” não é mesmo?

2. Para combinar coisas, precisamos conhecer coisas. É necessário ler sobre diversos assuntos, não apenas sobre sua área de atuação, por exemplo, o Murilo é fã da revista Capricho. Assista filmes, viaje, leia, mas faça isso com os olhos atentos, esforçando-se para ver coisas ocultas. Veja o mundo com a curiosidade de uma criança, sem preconceitos ou crenças.

O processo criativo envolve esforço prévio, mas as ideias podem surgir a qualquer momento. Lembre-se que as inovações surgem sempre depois do obvio, então continue tentando e estimulando sua imaginação.

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