Os jihadistas geraram um forte aumento dos ataques terroristas no ano passado, provocando um crescimento de 81% no número de mortes, segundo um relatório divulgado nesta sexta-feira (19) pelos Estados Unidos.
Em 2014 foram registrados 13.463 ataques em 95 países – um aumento de mais um terço em relação aos 9.700 ataques registrados no ano anterior – com Iraque, Paquistão e Afeganistão entre os países que mais registraram atentados fatais.

Também houve um aumento no número de ataques na Nigéria, onde militantes islamitas do grupo Boko Haram espalharam o terror no norte do país, deixando 7.512 pessoas mortas em 662 ataques.

Apesar das negociações em andamento que visam delimitar as ambições nucleares do Irã, a República Islâmica também não suspendeu seu apoio a grupos militantes como o Hezbollah, baseado no Líbano, e o Hamas, na Faixa de Gaza.

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“O Irã continuou patrocinando grupos terroristas ao redor do mundo”, declarou a coordenadora de contraterrorismo dos Estados Unidos Tina Kaidanow ao revelar o Relatório de 2014 sobre Terrorismo por País.

“Precisamos fazer mais para resolver o ciclo do extremismo violento e transformar o próprio ambiente a partir do qual estes movimentos terroristas surgem”, disse Kaidanow, denunciando a “selvageria” vista em alguns dos ataques do ano passado, que geraram o elevado número de mortes.

Em uma triste estatística, o relatório do Departamento de Estado informou sobre a ocorrência de uma média de 1.122 ataques por mês, com as semanas mais sangrentas sendo em maio, junho e julho.

Os sequestros também subiram em um terço, com mais de 9.400 pessoas sendo tomadas como reféns, três vezes mais do que em 2013.

O relatório acompanha os eventos que coincidem com o avanço do grupo Estado Islâmico (EI) e sua “tomada sem precedentes” de uma faixa de território no Iraque e na Síria no ano passado.

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“Apesar da fragmentação da Al-Qaeda e de suas afiliadas, uma governança fraca ou falha continuou fornecendo um ambiente propício para o surgimento do radicalismo extremista e da violência, principalmente em Iêmen, Síria, Líbia, Nigéria e Iraque”, diz o relatório.

Em uma dura avaliação, o relatório aponta que o número de ataques globais cresceu 35% e o “total de mortos aumentou 81% em relação a 2013, em grande parte devido a atividades em Iraque, Afeganistão e Nigéria”.

No total, 32.727 pessoas foram mortas em 2014 em comparação com as 17.800 em 2013, segundo os dados elaborados pelo Consórcio Nacional para o Estudo do Terrorismo e Respostas ao Terrorismo.

Outras 34.700 pessoas ficaram feridas em ataques em 95 países, em grande parte devido às atividade no Iraque, Afeganistão e Nigéria.

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Cruéis
“Grupos terroristas empregaram táticas mais agressivas em seus ataques”, diz o relatório.
Militantes do Estado Islâmico “reprimiram brutalmente comunidades sob seu controle”, explicou Kaidanow.
Ela declarou que eles utilizaram “métodos cruéis de violência, tais como decapitações e crucificações, com o objetivo de aterrorizar seus inimigos”.

“A guerra civil em curso na Síria foi um fator significativo na condução dos eventos de terrorismo em nível mundial em 2014”, disse o relatório.

No Iraque foram registrados um total de 3.360 ataques, nos quais quase 10.000 pessoas morreram – quase um terço de todos os mortos no mundo em atentados terroristas.

Mas Kaidanow insistiu que as estatísticas não contam toda a história, dizendo que ocorreram progressos em algumas áreas, como os asfixiamento do financiamento de grupos terroristas.

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